The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Resoluções de Ano Novo

Sim, tenho resoluções de ano novo, mas antes de dizer quais são prefiro fazer-lhes uma rodagem para ver se servem, daí escrever sobre elas agora, no começo de Fevereiro. A minha psicóloga dizia-me que a decisão de mudar só funciona quando de algum modo já mudámos. É uma admissão, um reconhecimento, que confundimos com uma decisão. Por outras palavras, e como já li em qualquer lado, quando o aluno está pronto, o mestre aparece.

Neste caso, a minha resolução é simples: ser o mais agressivamente não-competitivo possível. Numa sociedade que se reconstrói à volta da competitividade e da concorrência, que assume que tudo o que não está a competir é fraco, quero demonstrar que se pode lutar sem competir, por direitos de outros, mesmo que não os nossos, lutar contra a própria competição. Lembro-me de Roland Barthes encarar a neutralidade, não como um estado passivo, mas como uma dinâmica. Dava o exemplo de um jogo cujas regras eram subvertidas de modo a que não houvesse vencedores mas um empate constante. Quem vencesse, perdia.

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Não há paciência para quem não tem paciência

Se calhar, já devia ter dito isto há mais tempo (já me chateei de vez com amigos por causa disto): Quando eu vejo alguém a manifestar-se na rua, posso não concordar com o que reivindicam, mas assumo sempre que é importante para quem se manifesta. Leia o resto deste artigo »

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Lançamento Fbaul

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Lançamento/Conferência de Mário Moura
monumentânea 2 | Luz Nova Luz
6ªfeira | 7 Fev | 19h
FBAUL | Pequeno Auditório
Largo da Academia Nacional de Belas-Artes | Lisboa

 

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Dor

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Esta é para os designers, mas não custa muito explicar a piada aos “civis”: quando ouvi pela primeira vez o nome da Parvalorem, a empresa criada para absorver as asneiras do BPN (ou para fazer de todos nós parvos, como se ouve nos taxis), lembrei-me logo do “lorem ipsum” ou texto simulado. É um textinho em latim usado tradicionalmente para testar a tipografia quando ainda não se tem um texto definitivo. Quando estudava, havia quem pensasse que era pseudo-latim mas na verdade é um excerto de Cícero:  “Neque porro quisquam est qui dolorem ipsum quia dolor sit amet, consectetur, adipisci velit…” que quer dizer (mais ou menos) “Não há ninguém que goste da dor em si mesma, que a procure e a queira ter, simplesmente porque é dor…” Excepto os fanáticos da austeridade, claro.

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A Morte das Artes

Hoje, a Faculdade de Belas Artes de Lisboa fecha em protesto. Eu dei lá aulas e percebo bem porquê. É um sítio acanhado, de salas pequenas, onde era comum ver aulas a decorrerem num beco ao fim de um dos corredores estreitos. Não tem tido problemas de falta de alunos, antes pelo contrário. Precisa de mais espaço, e andava a negociar um deixado vago no quarteirão, que acabou por ser atribuído de surpresa ao Museu do Chiado. Já é hábito: uma discussão pública que é desautorizada por um decisão vinda não se percebe de onde. Aconteceu vezes demais para que se considere uma excepção. É um desrespeito, por princípio, ideológico, programático, pela discussão pública, vendido como sinal de voluntarismo. Este caso em particular demonstra também o desrespeito pelo ensino e pela prática viva das artes, preferindo-lhes o museu, as artes como gestão de um acervo (vivo ou morto não interessa) do que as artes como produção activa desse património. Um país com escolas de arte agonizantes merece cada vez menos os seus museus e tratá-los-á cada vez pior.

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Indiferenças

Quanto aos Mirós, não haverá muito mais a dizer. Se o digo de todo, é para deixar aqui registada, onde todos possam ver, uma posição, uma espécie de voto. Já nem vale a pena lembrar que quem cala consente. Falar, berrar, postar e tudo o resto, são obviamente indiferentes a quem nos governa, mas é mais difícil ignorar o que se diz. O que não se diz, é como se não existisse. Leia o resto deste artigo »

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monumentânea 2: lançamento + conferência em Lisboa

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Lançamento/Conferência | Mário Moura | monumentânea 2 Luz Nova Luz |
FBAUL Pequeno Auditório | 7 Fev | 19h

A STET convida para conferência de Mário Moura e lançamento do segundo número da publicação monumentânea

Não se trata exactamente de uma revista, mas de um veículo para a publicação de ensaios longos – entre as 3.000 e as 6.000 palavras. A sua estrutura é a de um grande texto rodeado de pequenos textos-satélite e ensaios visuais sobre o mesmo assunto. Cada publicação terá entre 48 e 64 páginas.

Este número, Luz Nova Luz, foi produzido no âmbito da residência artística (A natureza ri da cultura) na Nova Aldeia da Luz, comissariada por Maria do Mar Fazenda em 2013.
Monumentânea 2 é uma reflexão sobre natureza vs cultura, realojamento, J.G. Ballard, William Beckford e Carl Barks.

6ª feira | 7 Fevereiro | 19h
Faculdade Belas Artes da Universidade de Lisboa | Pequeno Auditório
Largo da Academia Nacional de Belas-Artes

Organização do evento STET – livros e fotografias

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Dia da Marmota

Ia-me esquecendo do Dia da Marmota, o 21º desde 1993, quando o filme estreou. Todos os anos me parece um pouco mais brilhante. Este ano, por exemplo, vi About Time, do criador do Quatro Casamentos e um Funeral, sobre uma família inglesa cujos homens podem viajar no tempo. Lamechas, mau, e pejado daquele machismo delicodoce que assola este género de comédia romântica inglesa – basta ver como aqui todas as mulheres são manipuladas por viajantes no tempo trapalhões que nunca lhes contam o segredo.

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Mistério Resolvido

garrafa de pedra

Graças à página do facebook Porto Desaparecido, já sei o que era a grande garrafa de pedra de Vila Nova de Gaia, à qual dediquei um texto há uns anos. A história é um pouco mais estranha do que eu pensava. Leia o resto deste artigo »

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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico.

Autor do livro O Design que o Design Não Vê (Orfeu Negro, 2018). Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

História Universal do: Estágio

O "Estágio"
O Negócio Perfeito
Maus Empregos
Trabalho a Sério
Design & Desilusão
"Fatalismo ou quê?"
Liberal, irreal, social
Conformismo
Juventude em Marcha
A Eterna Juventude
Indústrias Familiares
Papá, De Onde Vêm os Designers?
Geração Espontânea
O Parlamento das Cantigas
Soluções...

História Universal dos: Zombies

Zombies Capitalistas do Espaço Sideral
Vampiros, Zombies, Classe Média

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