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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Ser pago

Desde há muitos anos que não me interessa particularmente a luta pelo reconhecimento do design enquanto profissão, tal como não me interessa o reconhecimento dos arquitectos ou dos artistas. Acredito que, em áreas como estas, o que define o profissionalismo (ou, mais simplesmente, o trabalho) é, muito simplesmente, ser-se pago. A questão da qualidade ou quantidade do que está a ser pago é irrelevante. Se alguém, uma das pessoas com pior gosto do mundo decidir encomendar design, arte ou arquitectura a outra pessoa, de gosto igual ou pior ao da primeira, eu acredito que esse trabalho deverá ser pago – independentemente da formação de cada um.

Confundir qualidade estética com direitos laborais só garante que a própria existência de uma remuneração é uma questão estética, fica ao critério de cada um. E, na maioria dos casos, não se trata sequer de dizer que o melhor trabalho deve ser pago mas que o pior trabalho não o deve ser. É, em parte, essa estetização do trabalho que leva a que se ache normal (e até bom) pagar a alguém em iogurtes. Ou em satisfação. Ou o que seja, desde que não seja dinheiro.

 

 

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Filed under: Crítica

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