The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

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Há uma hierarquia nos objectos gráficos associados ao 25 de Abril. Fala-se muito dos murais ou dos cartazes que cobriram quase de imediato as ruas, e é justo – era finalmente a liberdade de expressão. Porém, já não se fala tanto dos autocolantes, por exemplo, que não eram exactamente miniaturas de um cartaz. Podiam cobrir paredes, canos e portas mas serviam sobretudo para pôr as lapelas a falar umas com as outras. Haviam também os abundantes livros de fotografias, a registar o momento, como documentários de bolso.

 

Celebrar o 25 de Abril é celebrar a liberdade que trouxe mas também manter viva a memória do que veio antes: censura, perseguição política, tortura, assassinatos, etc. Como lembrar isso através do design? Eu diria que celebrando os objectos gráficos da resistência clandestina ao regime: os jornais, os panfletos, mas também a documentação falsa. Lembre-se por exemplo o assassinato pela PIDE do pintor José Dias Coelho, quando praticava esta actividade e a quem Zeca Afonso dedicou A Morte Saiu à Rua:

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Filed under: Crítica

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