The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Grupo Recreativo Situacionista-Anarquista da Freguesia de Pegões da Sé

Uns seis anos depois da crise ter começado mais a sério aqui em Portugal, catorze ou quinze depois de se começar a dizer que andávamos de tanga, crise, etc. não consigo dizer que a maioria das artes, incluindo aqui o design, a arquitectura, tenham conseguido dar uma resposta eficaz.

Antes da crise dos mercados, a arte política limitava-se a adoçar a intervenção privada em assuntos sociais e humanitários – produzir logotipos para que ONGs pudessem parecer mais eficientes aos olhos de mecenas é talvez o melhor exemplo.

Depois da crise, a solução por defeito da arte política tem sido a recuperação de objectos políticos extraídos da história da arte para os expor e reencenar dentro de galerias, museus, espaços e eventos. As intenções são várias – sugerir possíveis estratégias, manter uma tradição viva – mas deixam sempre uma sensação de ineficácia porque não interrogam, criticam ou destroem as estruturas que organizam as artes contemporâneas, que são completamente neoliberais.

Se a ideia é apenas sinalizar que as artes se preocupam e se politizaram chega perfeitamente, do mesmo modo que seria útil criar-se uma colecção de roupa Zara Street Politics.

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Filed under: Crítica

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