The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Penny Dreadful

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Penny Dreadful é das poucas séries de tv que ainda vejo. O nome resume tudo. Agarra em figuras da ficção de terror Vitoriana, dá-lhes a volta e põe-as a interagir umas com as outras: Drácula, o jovem doutor Frankenstein e o seu monstro, Dorian Gray. Tudo num millieu de sessões espíritas que não correm como se espera, apostas em cães rateiros, teatro grand guignol, múmias.

Parece-se superficialmente com algumas Graphic Novels, The League of Extraordinary Gentleman, Adéle Blanc-Sec ou (um pouco mais) com a maravilhosa e irremediavelmente sublouvada Planetary. Assemelha-se a esta última pela crueza lírica dos personagens: que encenam a sua coolness como um ritual contra as trevas, suas e alheias.

Os olhos gigantes de Eva Green sempre perdidos em filmes e séries um pouco ridículas encontram aqui o seu habitat natural. Tymothy Dalton, depois de décadas aos tombos, também. Josh Hartnett, como homem de acção, silencioso e com segredos inconfessáveis, consegue a proeza de parecer o mais frágil, vulnerável e menos cool de todo o elenco.

É um terror subtil, onde as raras cenas de acção vêm quase como um alívio, resgatando-nos para terreno mais familiar. O resto são conversas tensas, rituais e perversões. É o delírio.

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Filed under: Crítica

One Response

  1. g diz:

    “grand guignol”

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