The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Modas

As mesmas pessoas que usavam oxfords e botins há uns seis anos andam neste momento com blusões punk, com padrões de pitões piramidais achatados na versão beta, lisos na melhor das hipóteses. Desde há um ano ou dois que se nota um revival punk na moda, no cinema e na arte. Em paralelo, anuncia-se a extinção em massa do hipster, que se irá apresentar aos geólogos do futuro como uma camada empapada em tinta de tatuagem, tecido ao xadrez, bainhas de calça e de manga enroladas curto, pêlos de barba e popa, armações Ray Ban Wayfarer.

Somos treinados para encaixar a moda em movimentos cíclicos e não era difícil perceber que viria algo mais negro e descrente depois do new folk, semi-hippy, orgânico, nerd, natural, cruzado com a roupa a lembrar anos vinte, trinta do New Deal, mas os ciclos de nostalgia não andam a par nas diferentes áreas. Dentro do Hipsterismo, a vertente editorial já era um revivalismo punk: basta pôr lado a lado os Bazooka e a Dot Dot Dot, por exemplo. Assim, paradoxalmente, enquanto as roupas ficam pretas e os cabelos se tingem, as publicações já cansam. Há mais de dez anos que se anda nisto, sem haver novo à vista.

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Filed under: Crítica

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