The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Férias

Ainda não estou de férias mas já não tenho a rotina das aulas. Sinto já uma inquietação defensiva de ainda não saber bem o que fazer, de proteger ao máximo essa folha em branco de possíveis invasões. Não fazer nada de produtivo é um luxo.

Para já tenho-me dedicado a ler, aproveitando o embalo das avaliações. Terminei I Dreamed I Was a Very Clean Tramp. A biografia de Rimbaud por Graham Robb. Ando a ler o Spirou de Vehlmann, o primeiro que gosto desde Franquin e Greg, que enfrenta poderes económicos, fala de dívida, etc. Releio os Love & Rockets de Jaime Hernandez, porque é isso que faço todos os anos por esta altura. Leio outras coisas para me distrair e vou parar aos sítios do costume, às obsessões. A ler Griffu, de Tardi e Manchette encontro os Bazooka como figurantes, a serem expulsos de uma versão do Libération.

Entretanto vou seguindo o vai e vem da espuma dos dias. A queda do Espírito Santo que nem consigo ver com ironia. Se o cidadão comum tem medo de ter que pagar isto, para o funcionário público que sou é quase uma certeza. O mundial de um desporto que não sigo e que me cansa porque é demasiado caro e desigual na sua natureza nem me consegue sequer surpreender com a Alemanha a ganhar tudo, tal como fora dos estádios, cada vez mais presunçosa, insuportável e sabichona – uma versão sisuda do que era a América antes dos anos 70.

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Filed under: Crítica

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