The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Fractal

Ontem vi um sketch do John Stewart que, sempre que tentava abrir a boca para falar sobre Gaza, era interrompido por um coro de comentadores a gritarem insultos, argumentos, esclarecimentos, até ele decidir, por segurança, falar em vez disso da Ucrânia.

Depois de escrever o último post, relendo-o senti isso dentro da minha própria cabeça: devia ter explicado melhor isto, devia ter explicado melhor aquilo. Talvez devesse ter tornado mais explícito que o escrevi em reacção aos artigos da Embaixadora de Israel em Lisboa e de Esther Munczik, publicados no jornal Público, ontem e hoje. Talvez devesse ter sido mais gráfico a falar da desproporção da intervenção Israelita.

Mas, enfim, se escrevo este segundo texto não é para fazer estas correcções mas para registar que estas situações geram uma nuvem de opinião e contra-opinião que desencorajam a discussão pública. Mesmo entre pessoas que concordam, não é raro haverem discordâncias de monta. Ser contra a ocupação implica ser pró-Hamas? E ser contra a ocupação é ser anti-semita? etc.

Cada texto emaranha-se num padrão fractal de auto-justificação onde cada argumento precisa de ser clarificado, expandido, apenas para precisar por sua vez de ser expandido e clarificado e por aí adiante.

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Filed under: Crítica

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