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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Comics e Carritos

Esta semana um velho comic do Super Homem, o primeiro, era vendido no ebay por uns tantos milhões. Esta semana também, li em qualquer lado que os automóveis vintage tinham ultrapassado a arte e o ouro como investimento de luxo. Com as taxas de juro baixas, às vezes negativas, prefere-se guardar o dinheiro nestas coisas.

Tem-se dito que uma das causas da crise é não se poupar, mas agora, depois de mais de meia década de crise, toda a gente poupa. O pobre poupa, como é óbvio, não sabe o que aí vem. O mais rico poupa porque não vale a pena produzir coisas que ninguém vai comprar. Guarda o dinheiro para quando valer a pena. Não investe e não contrata, o que faz dos pobres ainda mais pobres, e ainda mais poupados, o que faz dos ricos ainda mais poupados, etc. É o paradoxo da poupança.

Durante a Grande Depressão, resolveu-se o problema da falta do excesso de poupança pondo o Estado a investir. Foi difícil, claro. Dentro das ideias económicas contra-intuitivas prefere-se sempre cortar os impostos ou aumentar a dívida pública para garantir que quem tem mais dinheiro continua com dinheiro, mesmo que isso se traduza apenas em comprar comics ou carritos.

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Filed under: Crítica

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