The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Rezar um tercinho

É sempre a mesma história. A melhor maneira de verificar como o “rigor” neoliberal é uma treta é a sua aplicação ao ensino onde a sua estupidez moralista está a vista de todos. A passividade de quem a aceita acriticamente idem.

Por exemplo, os prazos. Qualquer aluno de mestrado ou doutoramento tem agora que passar por meia dúzia de avaliações intercalares enquanto redige a tese. Ajuda a clarificar as ideias, dá para adiantar trabalho, diz-se. Só raramente é verdade. Na prática, interrompe-se o trabalho para participar em sessões de avaliação tipo aviário. Para o orientador, estas avaliações intermédias significam que é muito provável que todos os seus orientandos o contactem desesperadamente na mesma semana e no mesmo dia para ler uns tantos milhares de palavras escritos à pressa. Nos velhos tempos, quando não haviam estas avaliações, ninguém entregava na mesma altura. O atendimento era personalizado e dava tudo muito menos trabalho com muito menos stress. Agora, há muito mais “rigor” mas é só mesmo isso – no fundo uma culpabilização quase católica, de pôr os mandriões a rezarem tercinhos; é para terem as mãozitas ocupadas, não vão andar para aí a fazer poucas vergonhas.

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Arte no lixo

Outro dia, a propósito de uma discussão sobre o valor crítico da arte, uma aluna perguntou-me se deitaria fora uma obra de Joana Vasconcelos, sabendo que não aprecio o trabalho da artista. Respondi do modo mais realista possível: provavelmente tentaria vendê-la. Para mim, o dinheiro valeria mais do que a obra. Para os seus coleccionadores, seria ao contrário. Daí que uma transação seria o melhor para ambos.

A iconoclastia literal, a destruição física de objectos de arte dos quais não gostamos, é para mim uma forma de censura. Por mais que não goste de uma obra, não acho que deva ser destruída. Em geral, tudo o que seja subtraído de modo deliberado à esfera de discussão pública é censura. Pode-se discutir se censurar algo é melhor ou pior para o público (as notícias sobre suicídios por exemplo), mas continua a ser censura.

No caso da destruição de obras de arte, talvez se possa abrir uma excepção a obras que sejam transformativas e apropriacionistas, que modificam fisicamente uma obra para criarem outra. Em arte, não é assim tão raro. Em arquitectura é o pão nosso de cada dia.

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Mas não é ilegal

Nunca acreditei que o Primeiro Ministro se demitisse por causa deste caso, e já esperava que desse a explicação que deu, que é a que sempre dá: uma variação qualquer de “Não é ilegal.”

Receber em despesas de representação não era ilegal; agora já é, mas não era. Para apurar se houve alguma coisa menos ética, seria preciso saber a quantidade de despesas, e isso não foi revelado. Há o sigilo bancário, que protege o Primeiro Ministro, que se recusa a dele abdicar sempre que apareça uma insinuação. Como já foi apontado por alguns comentadores, quem queira receber o Rendimento Social de Inserção não tem esse direito ao sigilo. Foi-lhe retirado por este Governo(pelo anterior governo). Não parece muito justo.

E assim se percebe que lei, ética e justiça podem ser coisas muito distintas. Uma lei pode não ser ética ou justa. E, claro, um acto ético ou justo pode ser ilegal. E, mais claro ainda, não há nada mais frustrante do que o chico esperto que vive estritamente dentro das margens da lei, usando até da sua protecção para tramar a vida dos outros.

A lei determina apenas as situações em que o Estado pode intervir na vida de alguém. A ética e a justiça são mais importantes do que isso. Regem as nossas interacções com os outros no dia-a-dia, onde não há polícias e fiscais a cada passo, apenas a consciência de cada um.

No caso de um político, a ética e a justiça são mais determinantes do que o cumprimento da lei, porque a lei pode mudar, precisamente pela própria actividade do político. É isso que ele faz: legislar.

Esta definição da lei é liberal. Assume que há partes da vida de cada um onde o Estado não pode nem deve entrar. Acreditar no oposto seria totalitarismo. Cada vez que este Governo minimiza a ética e a justiça em favor da mera lei, ele abre caminho a esse totalitarismo, que não passa disso mesmo, de lei a descoberto da ética e da justiça.

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Paizinhos e Tios

Abano sempre a cabeça quando vejo alguém, mesmo que apenas um social-democrata anónimo, a dizer “A honestidade de Passos Coelho era a única coisa que tínhamos para oferecer ao país.” Isto a propósito de alguém que renegou o seu próprio programa mal foi eleito. Se não estava preparado para o que ia encontrar, que se demitisse. Ia a votos outra vez com um novo programa. Isso seria honestidade.

A honestidade oferecida ao país era apenas postura, estilo sem substância. Os líderes portugueses dividem-se sempre em duas categorias, mutuamente exclusivas: os “paizinhos” e os “tios”. Os paizinhos são sérios, empertigados, forretas e quando lhes dá para a excentricidade é sempre por excessos de omissão, de falta de memória, imobilidade perante urgências, etc. Temos Salazar, Cavaco, Sampaio. Os tios são bem dispostos e bonacheirões, têm fama de mãos largas e quando se excedem é por excesso. Sócrates, Mário Soares, Marcelo. Por defeito (e não uso esta expressão por acaso), os portugueses tendem a recompensar os paizinhos, que é como quem diz a aparência de autoridade.

Ora Passos só se parece com um paizinho. Foi treinadinho desde o berço para isso. A sua personalidade foi esprimida como aquelas pêras que crescem dentro de moldes para ficarem parecidas com budas ou gatinhos. Passando o dedo pelas bordas percebe-se o contorno do molde como num Estrumfe de PVC.

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Porto

Por causa de uma encomenda, ando a tentar sistematizar a minha posição sobre o que vou designando como “Cena do Porto”, um conjunto de artistas, designers, comissários, críticos e instituições entre (mais ou menos) 2000 e 2007. Por temperamento (que determina a metodologia), prefiro não reduzir as movimentações disto tudo a relações pessoais, amores, zangas, amuos, tramanços, etc. Em grande medida porque, se dão fotonovela instantânea, que garante o interesse de quem gosta disso, não explicam grande coisa. Toda a gente tem motivos pessoais para intervir na esfera pública, mas o que interessa no limite é se essas intervenções são levadas a sério por terceiros. É o modo como se constrói esse discurso público que me interessa. A questão das amizades, das anedotas, das historietas só é importante na medida em que é enunciada em público como parte da obra.

Interessam-me também as coisas públicas que ficam fora da obra mas que a determinam e enquadram: o modo como os artistas, comissários, críticos e instituições se financiam, se organizam, o modo como a mesma pessoa pode circular por cada uma destas identidades. Interessam-me os recursos que permitem que algo se manifeste em público. Por recursos, nem digo apenas o dinheiro mas a disponibilidade de espaços baratos, da necessidade determinada pela lei de produzir eventos em certos moldes, etc.

Nada do que digo aqui é um plano de acção futuro, mas uma tentativa de recortar uma metodologia a partir do que já escrevi no passado sobre este mesmo assunto.

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O meu bitaite sobre “o” assunto

Não acredito que o homem se demita.

(Há gente como o Nilton João Miguel Tavares que acha que há gente que acha que o homem é sério, rigoroso, de Massamá. Também há gente que acha que o planeta Terra tem 5000 anos e havia pessoas a andar a cavalo de tiranossauros. Se calhar até são as mesmas. As que acreditam no Passos, numa Terra jovem e andam a cavalo num tiranossauro.

Duvido que haja alguém que apoie o Primeiro Ministro por acreditar no que ele diz em Público. Por outra razão será, mas não por isso.)

Não, não acho que se demita. E começo a acreditar que nas próximas eleições vai acontecer como na minha escola há uns anos quando houve duas associações de estudantes a funcionarem uma à revelia da outra nas mesmas instalações. E nem acredito que esta estranha coabitação seja entre Passos e Seguro. Acho que vamos ter dois governos do PSD a partilharem as instalações. O Novo Primeiro Ministro vai ser o Rui Rio. O Mau Primeiro Ministro vai ser o outro, o do costume.

 

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Futebóis

Admira-me cada vez menos que as pessoas prefiram o futebol à política. Escolhem uma equipa ou (mais provavelmente) nascem numa equipa, quer pelo gosto da família quer do sítio onde vivem. Torcem por ela, comentam a escolha dos treinadores, o que é dito e não é dito, como se fizesse diferença. E sabem que não faz, claro; aquelas onze figurinhas pouco têm que ver com os milhares que se abraçam ou levam as mãos à cabeça por elas. Comparado com isso, ser convocado a votar de quatro em quatro anos noutras tantas figurinhas que pouco têm que ver com o que nos interessa, que cada vez mais frequentemente fazem o oposto do que nos prometeram, é frustrante, mais frustrante que a inconsequência do futebol, onde nós não ganhamos realmente mas também não perdemos.

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Bolonha

Não é novidade nenhuma que ando cansado de Bolonha, que considero ser uma aplicação directa do modelo neoliberal à pedagogia. Na prática é a tentativa de reduzir a investigação e a transmissão de conhecimento a um “mercado” fixando uma espécie de moeda única o “crédito”. A ideia é, tal como no neoliberalismo, estimular a mobilidade e a liberdade. Na prática, o que aumentou foi a complexidade dos actos de secretaria que, no limite, transformam a experiência de cada um dos envolvidos num gigantesco acto de secretaria.

Antigamente, se havia alguma coisa vendável no sistema, era o ciclo de estudos como um todo. Agora, cada uma das cadeiras é obrigada a mutilar-se, reduzindo-se a um módulo, a uma peça de lego, que possa encaixar em todo o lado, ou até ser vendida sozinha. Depois, disto ainda se tem a lata de falar de especialização, quando tudo tende a ser genérico, intercambiável e menos exigente.

Há mais rigor, mas é um rigor ordoliberal, que se destina a reprimir tudo o que possa atrasar esta livre circulação – a confirmar se os programas são modulares; se o tempo de alunos e docentes se encaixa na norma; se a bibliografia tem tamanho suficiente para parecer respeitável; se a investigação aparece em bases de dados parametrizadas. A avaliação torna-se constante e aplicada aos actos mais ínfimos ou mecânicos – porque são os únicos que são quantificáveis de modo indiscutível.

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Montras

Quando a Sá da Costa estava para fechar no Chiado, lembro-me de se defender que deveria ser classificada como tendo interesse público, de modo a que não mudasse de ramo. Entretanto reabriu, ainda tem livros lá dentro que vende a quem queira, mas alguém já me disse que o negócio é outro – nem me lembro qual. Os livros só servem portanto para cumprir a letra da lei. Adivinho que muitos novos estabelecimentos gurmê mantêm um pedaço simbólico dos antigos negócios das lojas que ocupam pela mesma razão. O património reduz-se a um problema interessante para ser resolvido pelos designers de interiores.

Comecei o ano lectivo há pouco mais de uma semana e é quanto basta para perceber que com o “ensino superior” é o mesmo: a universidade já quase  só se mantém como uma decoração de montra para iniciativas de “investigação aplicada” com “valor de mercado”, para estágios, para incubadoras de empresas, para uma mania da avaliação constante que se traduz apenas na produção de verborreia sem sentido e conferências a metro, das quais pouca gente se lembra dez minutos depois de terem acabado.

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Killer App

Ontem tive uma ideia para uma app: uma aplicação de mail que funcionasse como o twitter. Só recebia e deixava mandar mails com 140 caracteres ou menos. No fundo, um chat com delay.

Talvez na altura da Jane Austen, quando não havia facebook, skype ou telefone, e as viagens eram demoradas e as pessoas viviam longe umas das outras, compensasse escrever mil e tal palavras destinadas apenas a um grupito reduzidito de pessoas, em geral apenas uma. Agora, por favor não me façam perder tempo: eu ganho a vida a ler, a escrever e dar aulas. E o mail é apenas uma sanguessuga de tempo em relação agudo isso.

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Intelectuais Públicos

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Discordei de praticamente tudo o que se escreveu ontem no Público sobre o papel do intelectual. Em particular da ideia que o intelectual público morreu (isto dito por meia dúzia deles). Nunca foi uma ideia consensual, em geral é tida como um insulto. Portanto, sempre foi comum os próprios intelectuais recusarem o rótulo – veja-se o cartoon do  Almada que ilustra este post.

Depois também desconfio da crítica que é feita ao intelectual que intervém fora da sua área de especialidade. Em democracia, a discussão pública não é nem deve ser uma especialidade. Acreditar que só economistas, banqueiros ou advogados podem opinar ou decidir com conhecimento de causa sobre política é o resultado dessa crença de só deixar falar quem sabe, e vejam onde isso nos trouxe.

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Clientes

Aquece o coração ter heróis e o design português tem-nos em abundância, mas o problema do herói é assumir-se que luta contra tudo e contra todos. Nas melhores histórias de aventuras, os heróis fazem aliados, às vezes até de inimigos – é o que mais gosto nos filmes de Miyazaki, por exemplo. Assim, acredito que não se deviam fazer apenas histórias e biografias de designers mas também dos seus clientes e projectos. Aqui em Portugal, há muito bons clientes, no sentido de terem meios e de Perceberem com P grande. Daqueles que quando discutem ou duvidam o trabalho fica melhor por isso. Falo de gente como a Gulbenkian ou a Cinemateca Portuguesa, claro, mas também de revistas como a Kapa, jornais como o Independente ou o Público. É preciso saber dar-lhes o devido valor por terem sabido tornar melhores os melhores designers.

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Separação

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Ando a gostar muito do livro “Condor” do fotógrafo João Pina, excepto por um pormenor – que até é elogiado por António Rodrigues na sua recensão do Ípsilon:

“A opção de remeter as legendas para um catálogo colocado numa bolsa no final é das mais acertadas, permitindo que o livro seja antes uma testemunha visual e emocional desse momento abjecto em que vários Estados secretamente resolveram exterminar com requintes de atroz barbarismo parte da sua população.” Leia o resto deste artigo »

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Arte Política e bingo

Há uns anos eu desenhava cartões de Bingo no meu moleskine para jogar nas reuniões mais chatas da universidade. Em cada casa, havia um chavão: “vice-reitor”, “ects” ou – por incrível que pareça, saía sempre, graças aos professores mais velhos de escultura  – tipos de pedra (granito, mármore).

Já não uso caderno e raramente ando com caneta (culpa dos smartphones) mas ainda hei-de fazer qualquer coisa do género em relação à crítica de arte. Em algumas das casas do cartão, hão-de estar declarações como “é político mas não é comprometido”, “não é político, nem é comprometido mas desafia conceitos de política e de comprometimento”, etc. e tudo treta. Leia o resto deste artigo »

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Dar Casas a Sem Abrigo

Ontem li um artigo na New Yorker onde se descrevia como, em muitos Estados americanos, se tinha chegado à conclusão que é mais barato e eficaz em termos de reabilitação oferecer habitações aos sem-abrigo, do que o sistema actual de tentar reabilitá-los a partir da rua. Leia o resto deste artigo »

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Nesta quinta!

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Conan, o Crato

Nesta quinta, Crato disse que, por causa dos cortes (que considera inultrapassáveis), o ensino superior está melhor – porque já percebeu que se tem de financiar sozinho, etc. “O que não mata, enrijece”. Nem chega bem a ser Nietzche. Mais provavelmente é Schwarzenneger a fazer de Conan, a caminho de Governador da Califórnia.

Não vale a pena desmontar a afirmação. É só mais uma confirmação da má fé evidente e inegável do homem. Não vale mesmo a pena.

Serve apenas para esfregar na cara de todos os que vão aguentando este estado de miséria sem se insurgirem, sem dizer uma palavra que seja. Aqueles que até estremecem ao ouvirem de mais uma imbecilidade ministerial, que vão ter que cumprir (corte, avaliação, horário, etc.) mas pensam nos alunos e lá arranjam maneira de o fazer à letra embora distorcendo-a o suficiente para não fazer tão mal.

Corta-se o financiamento às conferências, mas lá se faz a coisa pagando do próprio bolso ou usando material próprio, trabalhando fora de horas e nas férias. Acumulando com as aulas o trabalho que era feito na secretaria antes de se ter dispensado a maioria dos funcionários.

Resumindo, gente que se martiriza desde há anos servindo de escudo entre a estupidez governativa e os alunos, dando argumentos a essa estupidez para se agravar ainda mais. Afinal, corta-se tudo e ainda funciona? Corte-se mais!

Só apanham porque querem, é essa a mensagem do Crato.

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Delírios de Pequeneza

Há uma maneira simples, imediata (e errada) de dar sentido à crise económica em Portugal. Não é difícil descrevê-la: gastámos mais do que tínhamos; agora temos que poupar, quer queiramos quer não. Como país e como povo estamos condenados a isto. Salva-nos a Europa que nos obriga a ir contra a nossa natureza forçando-nos à austeridade. Salva-nos de nós mesmos, do nosso destino.

É uma espécie de excepcionalismo derrotista, o oposto de certo excepcionalismo triunfalista como o dos americanos: se eles são os melhores do mundo a serem os melhores, nós excedemos a ser os piores. Leia o resto deste artigo »

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É preciso tempo

Tirei o meu curso quando ainda durava cinco anos e levei oito anos a fazê-lo – comecei a trabalhar e, como na altura já não haviam horários pós-laborais, fazia as cadeiras no meu dia de folga (trabalhava seis dias por semana). Em retrospectiva, foi uma boa decisão porque me deixou ver a evolução de um curso e de uma escola durante quase uma década. Quando entrei em 1990, ainda se dizia mal do design gráfico da década de setenta e o estilo gráfico, tons pastel e cromado dos anos oitenta ainda estava a dar. Apareciam timidamente coisas mais sombrias e texturadas como a estética 4AD, ou experimentais como a Emigre ou o David Carson.

Durante esses oito anos, apareceram em massa os computadores (ainda fiz o curso todo sem um), a internet, as pós-graduações em design. Mal terminei, entrei logo num mestrado, aprendi a programar, comecei a escrever, coisa que mal tinha feito durante o curso. Um ano depois de acabar o mestrado, em 2004, começava o blogue. Leia o resto deste artigo »

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Portugal, Crise, Design

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Se há uns dez anos muito pouca gente (para além dos portugueses) sabia que Portugal existia, agora qualquer pessoa minimamente atenta o conhece. O problema é que também conhece a Grécia, a Irlanda e a Islândia. Portugal é um país que não só está em crise (sempre esteve, de uma maneira ou outra) como é a própria crise, ou pelo menos um dos seus campos de batalha. Quando se escreve um artigo sobre o design num país, numa cidade ou numa década há sempre uma lista comentada de nomes, de designers, de estúdios, de publicações. Neste caso, é preciso ter a consciência que todos eles estão, neste preciso momento, a lidar com uma reestruturação violenta da economia e da própria sociedade portuguesa.

O que tem a crise a ver com o design? Muito. Leia o resto deste artigo »

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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico. Escreve no blogue ressabiator.wordpress.com. Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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História Universal dos: Zombies

Zombies Capitalistas do Espaço Sideral
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