The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Arte no lixo

Outro dia, a propósito de uma discussão sobre o valor crítico da arte, uma aluna perguntou-me se deitaria fora uma obra de Joana Vasconcelos, sabendo que não aprecio o trabalho da artista. Respondi do modo mais realista possível: provavelmente tentaria vendê-la. Para mim, o dinheiro valeria mais do que a obra. Para os seus coleccionadores, seria ao contrário. Daí que uma transação seria o melhor para ambos.

A iconoclastia literal, a destruição física de objectos de arte dos quais não gostamos, é para mim uma forma de censura. Por mais que não goste de uma obra, não acho que deva ser destruída. Em geral, tudo o que seja subtraído de modo deliberado à esfera de discussão pública é censura. Pode-se discutir se censurar algo é melhor ou pior para o público (as notícias sobre suicídios por exemplo), mas continua a ser censura.

No caso da destruição de obras de arte, talvez se possa abrir uma excepção a obras que sejam transformativas e apropriacionistas, que modificam fisicamente uma obra para criarem outra. Em arte, não é assim tão raro. Em arquitectura é o pão nosso de cada dia.

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Filed under: Crítica

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