The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Há trabalho, não há é emprego

Pela escola, tornou-se habitual ouvir gente a dizer que tem muito que fazer, logo precisava de um (ou mais um) estagiário. Ou seja, já mal existe aquela ligação causal de reservar uma parte do orçamento à mão-de-obra. Prevê-se os materiais, os custos com espaços, mas o trabalho assume-se que é gratuito e inesgotável – na verdade, quando é feito por estagiários curriculares, está a ser pago por eles mesmos sob a forma de propinas. E o trabalho a custo zero leva bem depressa a delírios. Se há cada vez mais eventos, isso acontece em parte porque muito pouca gente é paga.

Até se pode argumentar que um estágio pode ser uma boa experiência (lá está: tudo pode ser uma boa experiência) mas se o objectivo é dar experiência de trabalho como uma mais-valia, essa experiência de pouco vale porque no processo o próprio trabalho é desvalorizado ao ponto de valer menos que uma recarga de agrafos ou uma resma de papel.

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Filed under: Crítica

One Response

  1. […] evidente que o que eu dizia, há uns textos atrás sobre haver trabalho em abundância mas não emprego também pode ser aplicado às artes. Temos um […]

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