The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

O Novo Kitsch

É evidente que o que eu dizia, há uns textos atrás, sobre haver trabalho em abundância mas não emprego também pode ser aplicado às artes. Temos um governo filisteu numa sociedade não apenas anti-intelectual como anti-cultural mas a ambição é fazer disto um país turístico, e portanto é útil conseguir dar a ideia de “requintado”, “histórico”, “típico”, “tradicional”. Assim, há uma procura extrema não exactamente de cultura mas de sucedâneos. Quando se diz que não há dinheiro para a cultura, isso é apenas para certo tipo de cultura, feita de certa maneira. Há dinheiro para uma torrente de kitsch rápido, fervilhaste e inconsequente assegurado por uma fonte interminável de trabalho barato, gente que faz disto um segundo ou terceiro emprego ou estagiários não-remunerados ou profissionais (pagos pelo Estado). Não admira que o comissariado, que é como quem diz a gestão de recursos humanos (a pastorícia de gente menos ou nada remunerada) como estética, se torne no género artístico dominante.

 

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Filed under: Crítica

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