The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Ser absolutamente moderno

Ainda a propósito da aula da qual falei aqui no outro dia, cujo tema era o uso da história como argumento crítico. Por um lado, debatíamos questões como o plágio, a apropriação e mesmo influência, que os alunos viam claramente como graves. Por outro lado, lembrei-lhes que eles eram treinados nas aulas para justificarem os seus trabalhos em termos de referências históricas e precedentes. Como navegavam eles entre a obrigação moral de não roubarem, mesmo que ao de leve, o trabalho de alguém, e a obrigação metodológica de terem sempre um precedente? Perguntei-lhes se era possível conceberem uma proposta ou metodologia de trabalho que desencorajasse ou secundarizasse o uso de referências e precedentes – reconheço que é difícil, pelo menos dentro do paradigma actual. Para o Modernismo e para as Vanguardas, pelo contrário, a tradição era uma coisa negativa. A minha primeira ideia foram os automatismos dos Surrealistas, que tornavam a criação numa espécie de linha de montagem. Cada pessoa acrescentava uma pequena peça a uma obra que não se sabia de onde vinha ou para onde ía. Poderíamos juntar coisas como a colagem. No fundo, voltávamos à velha discussão de Benjamin, de como retirar coisas da tradição, uma ideia contra-natura nos dias que correm.

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Filed under: Crítica

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