The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

A Nostalgia

Os formatos por defeito com que a arte contemporânea portuguesa reagiu à crise foram a retrospectiva e a inventariação temática. Dito de um modo mais simples: andou-se atrás de exemplos e precedentes de acção política. Desenterrou-se de tudo um pouco, o 25 de Abril, o SAAL, a cantiga de intervenção, os Situacionistas, os Anarquistas, etc. Mas pergunto: exemplos e precedentes para quê? Como estratégia aquece o coraçãozinho mas não serviu de nada, e ainda tem como efeito secundário uma desautorização constante de tudo o que se faz ou possa fazer no presente. Foi bonita a festa, pá e etc.

É verdade que, numa época em que se desmantela sistematicamente um modelo de sociedade, é importante preservar mas não se pode confundir folclore com estratégia. Muito do que se fez acabou por se resumir à manifestação política enquanto feira medieval. Seria importante ser um pouco mais crítico e táctico do que isso.

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Filed under: Crítica

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