The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Desamigar

Tenho descoberto que há coisas que me enervam ainda mais do que este Governo. Ou melhor, tenho descoberto que aquilo que me enerva neste Governo também enerva, e ainda mais, no dia-a-dia. O Governo, e já agora, por arrasto, o Observador, o José Manuel Fernandes, a Helena Matos, o João Miguel Tavares, o Camilo Lourenço, enervam-me por aquilo que defendem de modo mais ou menos coerente e que se pode resumir por neo ou ultraliberalismo. Privatizar, reformar/diminuir o peso do Estado, preferir baixar impostos a empresas do que a pessoas, e outras coisas do género. Já me habituei a esperar isso deles. De certo modo, até me habituei a esperar que eles não só representam o problema como são o problema. Ou seja, que a maioria das pessoas não pensam como eles. Deixei de acreditar nisso. Alguém me diz que é contra o Governo e depois fala do despesismo do Sócrates e que (embora não seja o caso) ele até devia ter sido preso por isso. E eu a meio da frase a pensar: Estavas a ir tão bem… Ou então, os que são contra o Passos porque aumentou os impostos e não fez as reformas estruturais (os impostos são menos recessivos do que despedir)… Ou os que acham que cortar os fundos à cultura é mau porque a cultura também é empreendedorismo… Ou os que acreditam na arte como investigação aplicada ao serviço das empresas… Ou nos estágios, curriculares ou não… Já não tenho paciência. Que adianta tirar de lá o Passos com tudo isto à solta e de boa saúde? Não aprendemos nada?

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Filed under: Crítica

One Response

  1. Concordo em absoluto. A visão económico/utilitarista da nação/sociedade tomou conta do pensamento político sem ser questionada ou refletida. Há uns dias li um artigo onde explicavam que a utopia libertária dos mega ricos americanos se tinha concretizado nas Honduras. E as Honduras são um pesadelo. O problema é que as pessoas não pensam nas consequências do que defendem até ao fim. Por isso acho que JMT, CL ou Passos têm um pensamento eminentemente infantil. Só querem comer a cobertura do bolo. Dá-lhes “preguiça” de chegar ao fim do que defendem. Os seus textos são eternos começos e nunca coisas acabadas porque o fim do que defendem não é uma sociedade, é o caos do Mad Max.

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