The Ressabiator

Ícone

Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Prémios e Transparência

‘When you have prizes for art, you will always have people complaining that prizes are just politics, or that they reward in-group popularity or commercial success, or that they are pointless and offensive because art is not a competition. [James] English believes that contempt for prizes is not harmful to the prize system; that, on the contrary, contempt for prizes is what the system is all about. “This threat of scandal,” as he puts it, “is constitutive of the cultural prize.” His theory is that when people make these objections to the nature of prizes they are helping to sustain a collective belief that true art has nothing to do with things like politics, money, in-group tastes, and beating out the other guy. As long as we want to believe that creative achievement is special, that a work of art is not just one more commodity seeking to aggrandize itself in the marketplace at the expense of other works of art, we need prizes so that we can complain about how stupid they are. In this respect, it is at least as important that the prize go to the wrong person as that it go to the right one. No one thinks that Tolstoy was less than a great writer because he failed to win the Nobel. The failure to win the Nobel has become, in the end, a mark of his greatness.’

De um artigo que li há uns anos na New Yorker sobre a natureza inevitavelmente escandalosa dos prémios nas artes e que poderia ser perfeitamente aplicado à tradicional peixeirada que é a ida bienal de Veneza. Enquanto andava a catar artigos sobre Veneza encontrei este, onde se começa logo com: “Uma coisa foi o processo de escolha – talvez o mais polémico de sempre, até hoje -, outra coisa, bem distinta, foi a escolha, em si – infinitamente mais consensual e geradora de expectativas.” É sobre Paiva & Gusmão em 2009. Podia ter sido escrito este ano.

Evidentemente, uma coisa é a natureza escandalosa dos prémios, outra é a incapacidade pura e simples de descrever publicamente um processo de selecção, qualquer que seja ele – o grau zero de transparência. Este ano penso que se atingiu um nível que só pode ser piorado se algum responsável político por alguma selecção futura disser (depois de pressionado pelos jornalistas) que acha que alguém foi escolhido, sim, foi mesmo alguém, embora não possa avançar pormenores, como podem compreender.

Advertisements

Filed under: Crítica

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Arquivos

Arquivos

Categorias

%d bloggers like this: