The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

A Birra do Tavares

Não queria dar muito mais atenção ao João Miguel Tavares mas o homem insiste em dizer asneiras. Desta vez, pode-se resumir o seu argumento a: o país não sabe o que fazer aos doutorados que tem e portanto não admira que eles se tornem (no seu ponto de vista) perigosos radicais de esquerda, “um batalhão de doutorados descamisados, frustrados e politizados” oferecidos por “Mariano Gago” a “Boaventura Sousa Santos, José Manuel Pureza e Carvalho da Silva”.

A ideia, calculo, será desacreditar a investigação científica porque, estando em tão maus lençóis, tudo dirá para se salvar. Ora, ter motivos para mentir não implica necessariamente mentir. Insinuar não é a mesma coisa que demonstrar.

Tal como já foi várias vezes assinalado ao longo desta polémica, os únicos argumentos de JMT contra as conclusões do Observatório sobre as Crises são ataques pessoais e a convicção que as categorias usadas são ridículas (sem qualquer tipo de fundamentação que não declarar que são “um conjunto de categorias criativas de quem nem Karl Marx se lembraria”). É admirável que tanta gente se tenha dedicado a desmontar e a contrariar seriamente tão pobres falácias.

Assim, só lhe resta atacar a credibilidade da ciência em Portugal – mais um texto ou dois e calculo que se atire contra a ciência pura e simples –, apenas porque alguns destes cientistas se recusam a estar de acordo com a sua própria opinião.

Acho curioso que não se socorra da extensa parafernália de tretas que muita investigação portuguesa também tem excretado para apoiar a “opinião” de gente como JMT. Não há falta de politização neoliberal nas universidades portuguesas. E tendo em conta os resultados maravilhosos que a aplicação desta doutrina está a operar na nossa sociedade, nem sequer me espanta que os únicos argumentos que se consigam raspar do fundo do tacho (trocadilho intencional) seja no fim de contas que eles se queixam porque acham que lhes fizeram mal.

Filed under: Crítica

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