The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Never Mind The Bróculos

Ontem fui jantar a uma hamburgueria vegan/punk no Porto. Vendiam hamburgueres e discos numa travessa pedonal sujeirona acima do Carlos Alberto. Os hamburguers não eram maus (recomendo o menu 666 – alho francês à brás).

Fiquei a olhar para a clientela, desde famílias de turistas com filhotes até à habitual punkette/rockette/pós-hipsterete. Felizmente, nada daquilo parecia ou sequer pretendia ser autêntico. Gosto dos meus hamburguers vegan/punk sem uma dose à parte de angústia ritual sobre se os sex pistols (ou qualquer outra banda) se venderam.

A Autenticidade está para o Punk (e para a cena turística) como a Graça está para a religião (o Dan Graham dá umas pistas sobre as relações entre as duas coisas; o Benjamin viu logo a relação entre romarias turísticas e religiosas). Uma como a outra, nunca se tiveram, nem acho que tenham existido fora as discussões posteriores sobre a suaexistência ou decadência.

O punk é como um quadro do magrite onde na parte de cima está um blusão de cabedal, um vinil de uma banda qualquer, uma crista, “1977” e em baixo está escrito com letras recortadas à Never Mind the Bollocks “Isto Não Se Vendeu”.

(republicado do meu facebook)

Filed under: Crítica

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