The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Feroz Indignação

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Já não tenho paciência para a boa disposição como um estado desejável por defeito. Se o nosso país está em pantanas; se a injustiça se tornou num negócio (aliás, como o resto), ser obrigado a assistir a isto com boa disposição ainda consegue somar a injúria à calamidade. Prefiro estar mal disposto. Sinto alívio a sê-lo.

Edward W Said (um exilado) dizia que o intelectual vive num exílio nem que seja metafórico, numa pátria que se tornou estranha, mas que tende a ser “feliz com a ideia de infelicidade”, que a “rezinguice desagradável pode ser, não apenas um novo estilo de pensar, mas uma nova casa temporária.” Dá o exemplo de Jonathan Swift, exilado na Irlanda ao fim da vida, uma figura “quase lendária de ressabiamento e ira” que escreveu no seu próprio epitáfio “saeva indignatio” ou feroz indignação.

Parece um lema apropriado mais ainda quando lemos o resto:

“Aqui jaz o corpo de
Jonathan Swift, […]
Onde a feroz indignação
Não poderá mais
lacerar-lhe o coração.
Vai, viajante,
E imita, se puderes,
Este que se consumiu ao máximo
Em defesa da Liberdade.”

(republicado do facebook)

Filed under: Crítica

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