The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Lata

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Depois de me chamar vaidoso por escrever ensaios na primeira pessoa, depois de pôr em causa a minha competência profissional a partir de um «lapso» que ele próprio cometeu, depois de me acusar de ser um embuste por ele próprio não saber o significado de «por norma» (como lhe lembrou o leitor Fernando Sousa nos comentários), depois de citar parcialmente afirmações cautelosas minhas tornando-as extremas, depois de me acusar de delírios, ele está à espera que eu refute as «suas reservas e contestação». Deve estar a gozar. Se fossem reservas e contestação, eu respondia-lhes. Eu discuto até se chegar ao insulto pessoal. Aqui, isso chegou com a segunda palavra do título e terminou na última frase do artigo.

E ainda se queixa por eu insistir na correcção de apenas um dos seus muitos erros¹ quando ele próprio me insultou por erros que não cometi. E até ao fazer essa queixa me consegue distorcer: eu disse que nem ia mandar um pedido de correcção ao Observador porque «A ideia de escrever para eles, até para corrigir um erro relacionado comigo, traz-me um bocadinho de comida já meio digesta à boca.» Acabei por fazê-lo. Duas vezes. E em vão. O erro está por corrigir. Porque pelos vistos até sou culpado pelos erros do Vasco Rosa. Quando não declaro uma coisa, devia talvez não declará-la de modo a não induzir em erro pela sua não formulação. Se calhar até devia pedir para incluirem o meu relatório na segunda edição para dar razão retrospectivamente ao Vasco Rosa.

Quer que eu não sinta asco por um jornal que deixa uma notícia com erros factuais sobre a minha pessoa durante uma semana mais de um mês depois de alguém os ter assinalado? Experimente corrigir o erro. Considerei escrever um direito de resposta, mas andar a dar cliques a gente só para corrigir os erros que eles próprios cometeram é uma forma de recompensar a incompetência.

¹Erros factuais a que ele chama, repare-se no desplante, «informação».

P.S. – Em 2 de Junho de 2018, quase duas semanas depois, o erro a que Vasco Rosa chama «lapso» e «informação», e que lhe serviu como base para atacar a minha integridade profissional continua por corrigir.

CORRECÇÃO: Entretanto o Vasco Rosa apontou-me que uma frase da sua recensão que me parecia indicar que punha em causa a minha aptidão profissional na verdade queria dizer que o género de alguém não é indicador da sua competência profissional. Refiro-me a esta passagem: «à privacidade individual — qualquer que ela seja — não pode ser atribuído ad limine litis [sic] valor de exigível aptidão profissional.» Interpretei-a mal e por isso peço desculpa.

(Só tenho a acrescentar, e com certeza ninguém me há de censurá-lo: dá um gozo do caraças assumir um erro a pedido de alguém que se recusa a assumir os seus)

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Mail

«Boa tarde,

já faz quase uma semana que fiz ao Observador um pedido de correcção factual. Lembro: escreve o crítico a propósito do primeiro ensaio do livro que «[e]mbora não seja declarado como tal, trata-se do relatório de nomeação definitiva na FBAUP». Não é. São dois textos distintos. O ensaio é declarado como inédito na introdução do livro. Foi escrito em 2017 a pedido da editora. O relatório foi entregue em 2015 e é um ensaio acompanhando e comentando uma lista da investigação que produzi depois do doutoramento. Não poderia ser inédito porque é um documento público do qual se produziram exemplares para o júri, para a escola, de acordo com o regulamento pertinente. Ao afirmar que o ensaio «não é declarado» como sendo o relatório, o crítico assume que inventou, sem qualquer base. Se inventou por iniciativa própria ou através de fonte mal informada, é-me de todo indiferente. Espero apenas a correcção.

Sublinhe-se que não ponho em causa a opinião do crítico do Observador que, por pior construída que seja, é só sua. Estou a apontar apenas um erro factual, que gostaria de ver corrigido. Haveria mais correcções a fazer mas creio, pela sua natureza, que caberiam ao revisor do Observador, caso exista.

esperando (ainda),
Mário Moura»

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O santo acima dos beatos

Da obra do Jan Tschichold talvez a parte que goste menos seja a mais copiada. Os livros da Penguin. O formato, a disposição do texto, a sua mancha, tudo soa familiar. Banalizaram-se porque se perderam no meio das cópias. É bom design no sentido modernista em parte porque se reproduz com facilidade. Não é suposto ser irrepetível.

Há por vezes uma reverência excessiva e acrítica pelo Tschichold que roça a beatice. Quando alguém me diz que gosta do Tschichold não sei muito bem se é um gosto intelectual ou se isso é apenas a beatice a manifestar-se como estética. Ao beato, não interessa muito compreender o objecto da sua devoção. Interessa-lhe o mistério, acima, e interessa-lhe o ritual, abaixo. O Tschichold presta-se a isso. Um dos seus livros era subtitulado «um ensaio sobre a moralidade do bom design».

Não é o que me interessa mais no Tschichold. Aliás, só me interessa pelo lado – vamos chamar-lhe assim – sociológico.

É fácil começar a menosprezar os santos, julgando-os pela qualidades dos beatos que os adoram. Seria injusto, no caso do Tschichold.

Só conhecia imagens e reedições da sua Neue Typographie. Ver o original de 1928 é uma revelação. É um livro em grande medida perfeito. Do papel, à mancha, à cor do texto, à reprodução das imagens, é uma pequena obra prima do género. Até comparado com outras obras primas da época.

O Malerei Fotografie Film do Moholy Nagy, que apareceu três anos antes, impressiona pela brutalidade dos negros, dos caracteres que deixam relevo, da crueza do papel, dos arranjos geométricos agressivos. O Neue Typographie é elegante na construção e clareza, até claridade, da página. A agressividade dos negros das vanguardas, visível em Moholy Nagy, dá lugar a um equilíbrio tonal perfeito.

Uma década, em 1938, depois Moholy Nagy já paginou o seu New Vision de um modo muito semelhante. Tschichold na altura estava à frente do seu tempo. Também porque o futuro seria de consolidação e até conservadorismo. As experiências extremas das vanguardas foram limadas até se tornarem numa receita. São inscritas numa tradição. O próprio Tschichold o fez no seu livro que, ao contrário dos da Bauhaus, incluía uma história da tipografia.

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O autor empalhado

A melhor demonstração da ideia de Morte do Autor está na capa das suas edições mais recentes aqui em Portugal. Têm uma fotografia do autor, o próprio Roland Barthes. Numa análise superficial, dir-se-á uma contradição. O autor a aparecer na capa da sua morte. Não só o sujeito que escreveu, mas realmente o Autor, a figura tutelar, que aparece como uma fonte física de autoridade, que, mesmo gordo, careca e o resto, mesmo que ele próprio o proíba, como Salinger e Pynchon, tem que aparecer, tem que se ver a cara dele para confiar no livro.

Mas não, não é uma contradição, só uma confirmação. Barthes está morto, foi atropelado pela carrinha do homem do leite. E, mesmo quando estava vivo, já se podia fazer tudo o que se quisesse com o trabalho dele. O único obstáculo era ele próprio.

As primeiras edições dele em Portugal eram perfeitamente Barthianas. Nas capas tinham padrões quase abstractos. Uma delas tinha a demonstração diagramática de como funciona o formato A4. A geometria recursiva lembrava indirectamente arte islâmica porque o objectivo era próximo: não representar a figura do profeta. Na contracapa não vinha a foto do autor.

Acabo sempre por gravitar para estas edições brancas, as mas antigas de Barthes, não pela fidelidade aos princípios do Autor, mas porque percebi que, apesar de toda a perfeição canónica do design das mais recentes, consigo lê-las bem melhor.

Mas o que sei é que estas novas edições, com a foto do homem na capa, demonstram bem que o Autor morreu, porque até com Barthes se pode fazer o oposto do que ele quereria.

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Os «a-Ha»

Se há coisa mais maçadora, é a análise crítica praticada através dos «a-ha!», como por exemplo: «A-Ha! Dizes que se fala pouco sobre mulheres no design mas no mês passado saiu uma revista sobre mulheres no design!» Não é um grande a-ha, aliás é uma falácia. É como o Trump dizer que não há aquecimento global porque houve um nevão na semana passada. Uma coisa são exemplos pontuais outra coisa são tendências. Tem-se falado mais sobre mulheres tanto no presente como na história do design mas continua a ser insuficiente. É fácil constatá-lo consultando qualquer história do design. Há muito trabalho científico relacionado sobre o cânone do design que incide sobre isso, a começar com os de Martha Scotford ou Erica Nooney.

Outro «a-Ha» comum, no meu caso, é o de ser acusado de fazer biografias quando critico as histórias do design excessivamente centradas em biografias. Para perceber o que quero dizer basta comparar a história do design de Meggs com a de Emily McVarish e Johanna Drucker. Enquanto a primeira estabelece uma linhagem contínua de praticantes, inventores, a segunda faz uma história baseada em conceitos, tecnologias, mudanças sociais, etc.

Voltando aos A-Ha, mesmo quando se faz uma história como a de McVarish e Drucker é impossível excluir os pormenores biográficos, mas enquanto no texto de Meggs são o assunto central, ao ponto de parecer um longo encadeamento de biografias, nesta costumam aparecer nas legendas das imagens e não no corpo de texto. Um pormenor simbólico.

Uma parte da minha investigação doutoral incidiu no modo como os designers representam a sua própria identidade através de dispositivos gráficos como este. O tema foi o uso da biografia e em particular a auto-biografia dentro do design. Se a biografia é comum ao ponto de se tornar a muleta das histórias do design, as auto-biografias são vistas como projectos de vaidade.

Interessa-me a construção de identidade, e interessa-me o modo como os designers constroem a sua própria como praticantes. Gosto bastante do formato enquanto objecto de estudo.

Daí que seja particularmente cómico quando alguém me pergunta porque trabalho ou uso a biografia quando critico histórias do design demasiado centradas na biografias.

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Enfim

Por um lado, toda a gente me diz para nem ligar, por outro confesso que me irritam um bocado os erros de palmatória que foram cometidos na recensão ao meu livro no Observador. O maior deles é, pelas suas próprias palavras, da exclusiva responsabilidade do crítico, que, em relação ao primeiro ensaio do livro diz que embora «não seja declarado como tal, trata-se do relatório de nomeação definitiva na FBAUP». Não é declarado enquanto tal porque não é. São dois textos distintos.

O ensaio é declarado na introdução do livro como inédito. Os relatórios são documentos públicos. Nunca poderia ser inédito depois de apresentado.

Aliás, o relatório é uma lista comentada do trabalho que fiz entre o doutoramento e a contratação definitiva. É um formato definido por lei, que versa publicações, investigação, actividade pedagógica, etc. Eu escolhi fazê-lo num formato de ensaio com anexos.O ensaio do livro trata da relação histórica entre o design e as questões de identidade. Qualquer pessoa que se desse ao trabalho de fazer bem a sua investigação não confundiria estes dois formatos. Aliás, bastaria ter a precaução básica de não inferir afirmações de facto a partir de dados que não as suportam cabalmente.

Não tenho vergonha absolutamente nenhuma nem dum texto nem de outro, sobretudo pelas razões que o Vasco Rosa aponta que se resumem, espremidas, a uma acusação de ser politicamente correcto – desconfio que se lesse o relatório, encontraria razões para a mesma acusação.¹

Enfim, nem me chateia grande coisa do resto. É um texto onde, na preocupação e pressa de dizer mal, se diz mal de mim pessoalmente, se inventam factos, se pegam em pormenores menores de linguagem, como assumir a minha vaidade porque uso a primeira pessoa. Não o faço em trabalhos académicos ou crítica jornalística. Mas em ensaios, porque não? Há uma longa tradição disso.

Nem sequer vou mandar um pedido de correcção para o Observador. A ideia de escrever para eles, até para corrigir um erro relacionado comigo, traz-me um bocadinho de comida já meio digesta à boca.

Ps: Contrariando o asco, escrevi para o Observador a pedir uma correcção de facto em relação à asserção que o primeiro ensaio do livro é o meu relatório de nomeação definitiva. Não acho que seja uma questão de pormenor, tendo em conta que é um facto extrapolado na ausência e até contra as minhas próprias declarações.

¹ Quem inventa coisas idiotas sobre um texto, inventará com a mesma facilidade sobre outro.

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Lentes

Ler a sério sobre feminismo foi para mim um pouco como aqueles óculos que permitem a um daltónico ver as cores que lhe eram invisíveis. Repara-se em coisas que passavam completamente despercebidas. Por exemplo, é muito mais habitual ver chefes a levantar a voz com mulheres do que com homens. Uma amiga dizia-me que certos chefes preferem ter uma empresa com mais mulheres porque é mais fácil berrar com elas sem resposta. Daí que certa «inclusão» não o é. Outra disse-me que foi obrigada a trabalhar como designer com certo crítico literário que lhe levantava a voz de tal maneira que ela só resolveu o problema levando o pai às reuniões. Porque, claro está, e tal como acontece com o piropo, não se manda vir com uma mulher acompanhada do seu «responsável» seja ele o namorado, o marido ou pai. Daí que muitos homens nunca tenham reparado em piropos mais agressivos. Não se faz isso na presença do «proprietário». Nunca tinha reparado até mo chamarem a atenção. Depois disso é difícil não ver.

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Reacções

Uma estrela no Observador e dada pelo Vasco Rosa! Confesso que é motivo de orgulho…

(aproveito só para corrigir um erro: na crítica é dito que o ensaio principal do livro é o meu relatório de nomeação definitiva. Não é. Foi escrito de propósito para o livro – vem assinalado na introdução que é inédito. O meu relatório é um documento burocrático. Gostei de o escrever mas duvido que tivesse grande interesse para o público em geral.)

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ERRATA e PEDIDO Muito Grande de DESCULPAS:

Tenho que pedir desculpa aos meus leitores e ao Luís Miguel Oliveira. A crítica que lhe atribui num post anterior afinal era do Jorge Mourinha. No texto, tentava eu (na minha irritação) demonstrar que as críticas de Luís Miguel Oliveira eram todas iguais. Acabei por demonstrar que não sou uma pessoa muito atenta às minúcias e acabei por descobrir (totalmente sem querer) que também são iguais às do Jorge Mourinha – tanto na estrutura como nos tiques. Peço desculpa também a este último. De futuro, quando me quiser referir à minha embirração com a crítica de cinema do Luís Miguel Oliveira, visarei a minha fonte de irritação correcta que é a crítica de cinema do Ípsilon.

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Fast food

Mais outra embirração favorita às sextas: a crítica de cinema de Luís Miguel Oliveira. É uma seca porque é sempre a mesma coisa. O homem tem um espaço minúsculo para expor as suas ideias e gasta-o sempre da mesma maneira.

Esta semana dedica uma colunita ao filme A Quiet Place. Esbanja o primeiro parágrafo a admitir que o filme provocou discussão nos Estados Unidos. Há sempre uma parte das críticas do Luís Miguel Oliveira onde se revela que o filme é apreciado ou difamado em outro sítio. O segundo parágrafo é gasto a conceder algumas qualidades que justificam essa discussão, mas que «Nem tanto ao mar nem tanto à terra». A conclusão, que surge no terceiro e último parágrafo, tão inevitável e entusiasmante como uma conta da luz, é que, acabado o visionamento, tudo o que filme tinha de bom se desvanece:

«A prova disso é que, se não há um momento de fastio durante o tempo da sua projecção, cinco minutos depois de terminada a memória começa a ter dificuldades em restitui-la, e o filme vai “desaparecendo” como se não tivesse sido capaz de se constituir em “objecto”, sólido e palpável.»

Espera. Enganei-me. Peço desculpa. Isto é sobre o Ladybird. Sobre o A Quiet Place é isto:

«É uma ideia que [se] aguenta com garra ao longo de todo o filme, mais uma prova de que as lições do cinema mudo andam injustamente esquecidas. Mas, depois da projecção, o rasgo desvanece-se e o que falta no filme começa a vir ao de cima.»

É, no fundo, tal e qual uma crítica do Luís Miguel Oliveira.

Aquilo não chega a ser o McDonalds da crítica de cinema. Aquilo é a versão gourmet e enjoada do McDonalds. É uma coisa demasiado pretensiosa para fazer de conta que é McDonalds e só consegue fazer de conta que é o H3. O menu é sempre mesmo. Pode-se escolher batata ou arroz. Há a liberdade suprema de optar por limonada ou Coca Cola e de levar um pãozinho minúsculo embrulhado em plástico. No fim, arrota-se, encerrando-se uma experiência desenhada para sossegar snobes que nunca seriam apanhados mortos num centro comercial mas acabam sempre por ir lá ter.

A crítica do Luís Miguel Oliveira é o mesmo. Uma fórmula modular sempre com os mesmos ingredientes mas que quase consegue dar a ideia que só é uma fórmula porque os filmes é que não prestam. É como alguém que come sempre num pseudo-H3 mas consegue dar a ideia que só lá vai porque não encontrou nada melhor, porque não tem tempo. Porque tudo o resto é pior. É um snobismo enlatado.

ERRATA e PEDIDO de DESCULPAS: Tenho que pedir desculpa aos meus leitores e ao Luís Miguel Oliveira. A crítica que lhe atribui neste post afinal era do Jorge Mourinha. No texto, tentava eu (na minha irritação) demonstrar que as críticas de Luís Miguel Oliveira eram todas iguais. Acabei por demonstrar que não sou uma pessoa muito atenta às minúcias e acabei por descobrir (totalmente sem querer) que também são iguais às do Jorge Mourinha – tanto na estrutura como nos tiques. Peço desculpa também a este último. De futuro, quando me quiser referir à minha embirração com a crítica de cinema do Luís Miguel Oliveira, visarei a minha fonte de irritação correcta que é a crítica de cinema do Ípsilon.

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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico.

Autor do livro O Design que o Design Não Vê (Orfeu Negro, 2018). Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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