The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Enfim

Por um lado, toda a gente me diz para nem ligar, por outro confesso que me irritam um bocado os erros de palmatória que foram cometidos na recensão ao meu livro no Observador. O maior deles é, pelas suas próprias palavras, da exclusiva responsabilidade do crítico, que, em relação ao primeiro ensaio do livro diz que embora «não seja declarado como tal, trata-se do relatório de nomeação definitiva na FBAUP». Não é declarado enquanto tal porque não é. São dois textos distintos.

O ensaio é declarado na introdução do livro como inédito. Os relatórios são documentos públicos. Nunca poderia ser inédito depois de apresentado.

Aliás, o relatório é uma lista comentada do trabalho que fiz entre o doutoramento e a contratação definitiva. É um formato definido por lei, que versa publicações, investigação, actividade pedagógica, etc. Eu escolhi fazê-lo num formato de ensaio com anexos.O ensaio do livro trata da relação histórica entre o design e as questões de identidade. Qualquer pessoa que se desse ao trabalho de fazer bem a sua investigação não confundiria estes dois formatos. Aliás, bastaria ter a precaução básica de não inferir afirmações de facto a partir de dados que não as suportam cabalmente.

Não tenho vergonha absolutamente nenhuma nem dum texto nem de outro, sobretudo pelas razões que o Vasco Rosa aponta que se resumem, espremidas, a uma acusação de ser politicamente correcto – desconfio que se lesse o relatório, encontraria razões para a mesma acusação.¹

Enfim, nem me chateia grande coisa do resto. É um texto onde, na preocupação e pressa de dizer mal, se diz mal de mim pessoalmente, se inventam factos, se pegam em pormenores menores de linguagem, como assumir a minha vaidade porque uso a primeira pessoa. Não o faço em trabalhos académicos ou crítica jornalística. Mas em ensaios, porque não? Há uma longa tradição disso.

Nem sequer vou mandar um pedido de correcção para o Observador. A ideia de escrever para eles, até para corrigir um erro relacionado comigo, traz-me um bocadinho de comida já meio digesta à boca.

Ps: Contrariando o asco, escrevi para o Observador a pedir uma correcção de facto em relação à asserção que o primeiro ensaio do livro é o meu relatório de nomeação definitiva. Não acho que seja uma questão de pormenor, tendo em conta que é um facto extrapolado na ausência e até contra as minhas próprias declarações.

¹ Quem inventa coisas idiotas sobre um texto, inventará com a mesma facilidade sobre outro.

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Filed under: Crítica

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