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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Lançar notas

Lançar as notas é, todos os anos, um processo mais penoso do que preencher o IRS. São cada vez mais as cadeiras e cada vez mais os alunos. Os erros de transcrição são inevitáveis. Às vezes aparecem alunos com o mesmo nome. O nome de um aluno desaparece da pauta lançando a confusão. As possibilidades de erro são infindáveis. Assim, já me habituei a receber mails pedindo correcções. O que faço é verificar se foi de facto um erro. Se não foi, explico porque foi essa a nota. Se foi, peço desculpa e corrijo. Na maioria das vezes, tenho que passar outra vez em revista uma pilha de trabalhos.

Se falo do assunto, é porque passei demasiado tempo a discutir com uma pessoa que acredita que os motivos pelos quais se pede a correcção de um erro determinam se o erro é ou não corrigido – uma pessoa que trabalha nos jornais. Mas não faço um caso geral disso. Não sei se na universidade há mais rigor. Já conheci mais do que um colega que recusou o esclarecimento de uma nota porque consideravam que o aluno a estava a pedir de má fé.

A mim parece-me absurdo que se tenham que apurar as intenções de alguém que reclama a reposição da verdade antes de a repor. Só mostra como mais do que a liberdade de expressão, é o dever para com a verdade que anda pelas ruas da amargura.

Filed under: Crítica

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