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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

A Idade do Ouro da Crítica

Estamos na idade do ouro da crítica de design. Nunca se escreveu tanto, nem houve tantas publicações dedicadas ao pensamento sobre design: Revue Faire, Modes of Criticism, Aiga Eye on Design, Bulletins of the Serving Library. A estas, pode-se juntar revistas que não sendo estritamente sobre design, usam a crítica de design para reflectir sobre arte, literatura, política e sociedade: Real review, Counter Signals, Migrant.

Estamos numa idade do ouro da crítica de design. Excepto se estivermos a falar de Portugal. Nas listas que dei no parágrafo anterior, há publicações onde colaboraram portugueses (Migrant) e uma revista publicada aqui no Porto pelo Francisco Laranjo, a Modes of Criticism, que é uma referência internacional da crítica de design.

Porém, o âmbito da Modes of Criticism é internacional. Continua a faltar uma crítica de design de âmbito local em Portugal.

Os jornais pouco se interessam pelo design. De quando em quando, deixam passar algumas peças. Estou-me a lembrar dos artigos que o Frederico Duarte, o Guilherme Sousa e o próprio Francisco Laranjo escreveram para o Público.

Fora essas iniciativas esporádicas, o pouco que se fala de design é fraco. O design gráfico só é referido quando há prémios internacionais – quando se anunciam os incorrectamente chamados «Pritzkers» do design, os troféus da Graphis ou os Red Dot. Ou então é um subtópico da crítica literária, sobrevivendo em escanzelados parágrafos onde se refere de passagem o design ou, mais frequentemente, o grafismo.

Argumentar-se-á que o design é um tópico especializado. É verdade, mas neste momento há uma quantidade sem precedente de designers a exercer em todo o tipo de contexto. Qualquer artigo sobre design tem pelo menos este público.

É triste. Tão mais triste quando se constata que nunca se escreveu tanto sobre design em Portugal. Da formação de um designer, fazem agora parte pós-graduações, mestrados e doutoramentos. Todos os anos se defendem centenas de papers, dissertações e teses. Nenhuma dessa produção sai da universidade ou tem qualquer tipo de eco fora das suas paredes.

Filed under: Crítica

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