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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

«O designer como…»

O designer como autor. O designer como produtor. O designer como empreendedor. O designer como crítico. Como advogado. Etc. Este é um tipo de enunciado que se tornou muito comum no discurso sobre o design.

É com efeito uma equação: «O designer como x», podendo x assumir qualquer valor. A fórmula tem a qualidade de representar e criar identidades de modo económico. Pode propor novas maneiras de ver identidades presentes ou passadas, ou pode propor identidades hipotéticas.

A fórmula esconde dois problemas.

O primeiro: ao exprimir-se como uma comparação («O designer como x») dá a entender uma ideia fixa de designer, que ganha valores por analogia com outras ideias.

O segundo: a fórmula dá a entender a identidade do designer como um contentor no qual se podem colocar os mais variados conceitos. Quando se fala de contentores, isolando-os dos seus conteúdos, estamos a entrar no território da forma. As variações da fórmula «O designer como…» podem ser resumidas numa única instância: O Designer como Forma.

Filed under: Crítica

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