The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Bazooka

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Consegui apanhar, bastante baratos, mais quatro “Regard Moderne”, um dos suplementos que os Bazooka fizeram para o Liberation ainda na década de 1970. Dos seis que saíram só me falta um. Fica aqui uma foto de conjunto das suas publicações de grandes dimensões da minha colecção. Ainda tenho mais umas tantas coisas mais pequenas, catálogos, esquisitices. Leia o resto deste artigo »

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Filed under: Crítica

Os Bazooka brincam aos médicos.

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Atenção, leitores: este texto está acompanhado por imagens que podem impressionar. Não muito porque escolhi as mais calmitas, mas não estou a brincar. Se não quiserem ver, vão até ao texto de baixo ler sobre a nova direita. Depois não digam que não avisei. Leia o resto deste artigo »

Filed under: Crítica

Mais Bazooka

Mais Bazooka, desta vez um catálogo a solo de Kiki Picasso. Um bom antídoto aos tempos que correm. Uma boa amostra de certo estilo gráfico central nos oitenta: grandes superfícies de cor (quase sem contorno) a partir de fotografia, não muito longe da banda-desenhada de Enki Bilal, por exemplo, ou da maquilhagem e dos chumaços dos New Romantics, que tentavam reproduzir isto no mundo real através de roupa, pregas e sapatos muito lustrosos.

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Filed under: Crítica, Cultura, Design

Bazooka

O colectivo francês Bazooka é uma das minhas obsessões mais antigas. Sempre que posso ponho aqui qualquer coisa deles. Esta é uma espécie de biografia, bastante solta, que mistura trabalho e vida pessoal, colagens e fotografias de desintoxicação.Namoradas e fotos dos primeiros bébés. Leia o resto deste artigo »

Filed under: Crítica, Cultura, Design, História,

Silence, Bazooka, 1980

É uma revista grande, quase um A3. Agrafada, a preto e branco, protegida por uma película transparente que tive que tirar para evitar reflexos na fotografia e que lhe dá o aspecto de um disco de vinil que, por alguma razão não é bem um quadrado. Foi produzida pelo colectivo francês Bazooka para a editora Futuropolis que tinha editado poucos anos antes o seu primeiro álbum, de tal modo ofensivo que a venda era interdita a menores, colocando-o curiosamente fora do alcance dos seus próprios autores, a primeira de muitas das tropelias de uma longa carreira: sabotando programas de televisão em directo, sendo expulsos das redacções de jornais onde eram designers, etc. Aqui estão bastante calminhos, produzindo o híbrido de uma revista de moda vanguardista, com pinturas de colagens (muito anos oitenta) e perspectivas cavaleiras neo-construtivistas para ilustrar conversas com Iggy Pop, Lou Reed ou os Human League.

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Filed under: Design, História

Férias

Ainda não estou de férias mas já não tenho a rotina das aulas. Sinto já uma inquietação defensiva de ainda não saber bem o que fazer, de proteger ao máximo essa folha em branco de possíveis invasões. Não fazer nada de produtivo é um luxo. Leia o resto deste artigo »

Filed under: Crítica

Modas

As mesmas pessoas que usavam oxfords e botins há uns seis anos andam neste momento com blusões punk, com padrões de pitões piramidais achatados na versão beta, lisos na melhor das hipóteses. Desde há um ano ou dois que se nota um revival punk na moda, no cinema e na arte. Em paralelo, anuncia-se a extinção em massa do hipster, que se irá apresentar aos geólogos do futuro como uma camada empapada em tinta de tatuagem, tecido ao xadrez, bainhas de calça e de manga enroladas curto, pêlos de barba e popa, armações Ray Ban Wayfarer.

Somos treinados para encaixar a moda em movimentos cíclicos e não era difícil perceber que viria algo mais negro e descrente depois do new folk, semi-hippy, orgânico, nerd, natural, cruzado com a roupa a lembrar anos vinte, trinta do New Deal, mas os ciclos de nostalgia não andam a par nas diferentes áreas. Dentro do Hipsterismo, a vertente editorial já era um revivalismo punk: basta pôr lado a lado os Bazooka e a Dot Dot Dot, por exemplo. Assim, paradoxalmente, enquanto as roupas ficam pretas e os cabelos se tingem, as publicações já cansam. Há mais de dez anos que se anda nisto, sem haver novo à vista.

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A Primeira Vez Que Vi Um Punk

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Tinha seis anos e estava de férias de Verão no Peso da Régua. Tinha “vencido” uma corrida já não sei a quem e como prémio exigi uma revista de banda desenhada. Ao contrário dos Patinhas do costume, escolhi ou foi-me escolhida uma revista Tintin. Era uma barafunda de histórias apanhadas a meio, a continuar na semana seguinte. Ficção científica com cowboys com selva com animais falantes. Uns dias depois implorei pelo número seguinte e assim foi durante os cinco anos seguintes até a revista acabar. Nesse segundo número aparecia um desenho que me arrepiou. Pelo estilo e não pelo tema. O tom agressivo gráfico dos rabiscos a saírem como espinhos dos óculos e do cabelo. Eu não sabia nem podia saber mas aquilo já eram os anos 80 e os telediscos dos A-Ha ainda em bruto, novos, em 1978. Nem sequer é um dos melhores desenhos dos Bazooka, que passei a seguir religiosamente. O meu primeiro murro gráfico no estômago.

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Critérios

Coisas que me cansam: ser obrigado a esclarecer que, quando digo que certo design é “competente” ou até “bom”, estou muito longe de dizer “óptimo” ou (melhor ainda) “excitante”. Quando termino o ano lectivo, é comum ter calafrios: tenho finalmente tempo para folhear um jornal dos Bazooka, as emigre e as Ray Gun, para reler as Dot Dot Dot e as FR David, para apreciar um livro paginado por Müller Brockmann ou um photobook de Ed Van der Elsken, e fico a pensar nas notas que dei e como se comparam com tudo isto. Às vezes, apanho um livro nos alfarrabistas que tem uma página tipograficamente perfeita, o tamanho certo de letra, na mancha certa, para a fonte certa e, sem surpresa, verifico que é de Sebastião Rodrigues. Às vezes, muito raramente, fico com vontade de ficar com o trabalho de um aluno. Acabo sempre por devolvê-lo São coisas caras e eles precisam para o port-folio. Mas fico com pena. Lembro-me de várias: uma publicação chamada Humbert Humbert (ou só Humbert, já não sei), impressa sobre um arco-íris de papéis coloridos. Lembro-me (no mesmo ano) de outra sobre o trabalho do João Marrucho (ainda me ofereci para pagar os custos). Há mais, mas até me dói falar deles, porque nunca mais os vi.

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Livros do Ano

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Não me apetece fazer uma lista de novidades editoriais que se resumiriam a fazer coro com editoras, jornais e revistas. Portanto, esta é uma lista de coisas – livros, revistas, coisas – que me apeteceu ter este ano e que por sorte consegui entalar nas minhas estantes. Leia o resto deste artigo »

Filed under: Crítica

Miguel Gomes no Público

miguel Gomes

Hoje, o Público comemorou o seu aniversário convidando o realizador Miguel Gomes (Tabu) para  editor. O lado mais visível é a intervenção de crianças sobre todas as fotografias do jornal (menos os anúncios). Anjinhos e diabos sobre o ombro dos comentadores, corazõezinhos, óculos e chapéus de pirata. Funciona melhor do que eu estava à espera. Não faz de conta que é design, nem faz de conta que é ilustração. Leva aquilo numa direcção nova. O lado menos visível acontece ao nível do texto. Alguns artigos são prolongados numa curta peça de ficção, assinalando a passagem com uma capitular desenhada.

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Filed under: Crítica

Publicidade não endereçada, não obrigado

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Depois do cacilheiro apareceu um Toyota da Joana Vasconcelos. Edição limitada a cinco exemplares. Preço só revelado a quem encomenda. Diz Bruno Galante, do departamento de comunicação e marketing da marca: “Estes exemplares podem vir a tornar-se nos mais valiosos que a marca produziu, pelo facto de serem obras de arte.” E qual é o problema? Leia o resto deste artigo »

Filed under: Arte, Crítica, Cultura, Design

Lista do Ano

Começam a aparecer as primeiras listas de coisas importantes de 2012. Aqui fica a minha, que é de prioridades do dia-a-dia (e também vale para 2013): Leia o resto deste artigo »

Filed under: Crítica, Cultura, Política, Prontuário da Crise

A Velha Emoção

Já andava atrás deste há anos, mas foi difícil. É uma das publicações dos Bazooka, o número 5/6 do Bulletin Périodique, uma coisa grande (abaixo comparada com um livrito da Penguin) e abundante de detalhes, corpos, fotos, coisas quase em BD e, na capa, em baixo à direita, um apelo à Ditadura Gráfica.

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Filed under: Crítica, Cultura, Design, História, Publicações

Rescaldo da Konversa

Via Pedro Marques no Montag (bem me parecia que o tinha reconhecido da foto no perfil do Blog) uma recensão e uma foto da conversa de ontem com o Luís Miguel Castro e com a Susana Pomba. Foi uma boa ocasião (entre outras coisas) para perceber como se planeava uma revista sem computadores e quase às cegas. Depois do final, ainda tive oportunidade para falar com o Luís Miguel Castro a propósito dos Bazooka, dos quais me pareceu ver influências nas suas ilustrações (ele confirmou). Com a Susana Pomba, tive oportunidade para falar do modo como o Pós-Modernismo está a ser percebido historicamente neste momento, através de uma onda de exposições, conferências, livros, etc. – ainda hei-de falar disso aqui outra vez.

Filed under: Notícias Breves

Nostalgia do Novo

Já faz uns seis anos que a Emigre acabou e ainda me parece impossível: era uma revista nova no sentido em que a grande maioria das revistas mais interessantes dos últimos anos não o são, nem o querem ser.

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Filed under: Crítica, Cultura, Design, Publicações

Punk

Para mim, o Punk há-de ser sempre uma coisa mais visual do que sonora, mais americana e francesa do que inglesa. As razões para isso são simples: conheci-o através da  banda desenhada e não do gira-discos, de revistas como a (A Suivre), Animal ou Tintin, onde um desenho da autoria do colectivo francês Bazooka seria a primeira imagem do Punk a deixar-me uma impressão duradoura, chocando-me mais pela novidade violenta do traço, que já em 1978 dava a entender o estilo gráfico dominante da década seguinte, uma mistura pós-moderna de contornos grossos, tramas de impressão ampliadas e rastos estilizados de movimento.

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Filed under: Banda Desenhada, Crítica, Cultura, Design, História, Ilustração

(A Suivre)

a suivre

Ainda criança, o designer americano Frederic Goudy já tinha uma paixão muito grande pelo desenho de letras, chegando, em certa ocasião, a decorar a igreja da sua terra com mais de três mil letras, ilustrando passagens das escrituras.

O caso, contado mais tarde por Goudy e citado por Meggs na sua história do design gráfico, dá a ideia do design como uma vocação, algo que não se aprende, mas nasce connosco – uma pretensão um tanto ou quanto irónica, tendo em conta que, no tempo de Goudy, o aprendizado da tipografia era bastante mais próximo do trabalho infantil puro e simples do que do ensino universitário dos dias de hoje.

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Filed under: Design

Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico.

Autor do livro O Design que o Design Não Vê (Orfeu Negro, 2018). Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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