The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Outras Austeridades e o seu Design

Ando a ler, ou melhor, a tentar ler, porque são grandes e não cabem bem nas viagens, dois textos que relacionam Design e Austeridade. Não a nossa, claro (que quando combinada com o Design se traduz em produtos de luxo feitos por gente que paga para trabalhar) mas a austeridade inglesa do Pós-Guerra. Leia o resto deste artigo »

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Menos pão! Mais Impostos!

Mais do que tudo o que este governo fez até agora, é a “refundação” que me mete mais medo. Isolada é só mais um rebranding na longa linha de rebrandings com os quais o neoliberalismo foi sendo revestido em Portugal, camuflando sempre a sua agenda base – menos Estado, mais mercado. Mas, pelo seu efeito cumulativo, obsessivo, imparável arrisca-se a ser a gota que faz transbordar o copo. Não: arrisca-se a ser a gota que esvazia finalmente o copo. Leia o resto deste artigo »

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Patrões e Patronos

Qual o futuro que se prevê para a cultura, na nossa sociedade refundida refundada? Bastante parecido com o passado. Há uns tempos escrevia eu isto:

Passeava pelo Porto com um amigo americano, um jovem curador assistente, que a certa altura me perguntou, apontando o logotipo do BPI, se era de uma instituição cultural: tinha-o visto em Serralves, na Casa da Música, um pouco por todo o lado, em cartazes e folhetos onde era muitas vezes o único elemento a cores e com algum destaque. Leia o resto deste artigo »

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A Doença do Tio Patinhas

Parece que Fernando Ulrich também anda com a Doença do Tio Patinhas, que já tinha afligido Soares dos Santos, e supostamente, antes dele ainda, Maria Antonieta, uma espécie de Síndroma de Tourette social, que leva o paciente a proferir afirmações que a maioria das pessoas (99% para ser simbólico) achariam ofensivas, mas que o próprio considera serem o mais puro senso comum. Leia o resto deste artigo »

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A Última Utopia

Durante o Pós-Modernismo falava-se muito do fim das Grandes Narrativas, uma maneira de dizer que já não havia um grande sistema capaz de unir, a bem ou a mal, a sociedade. Tudo era relativo: o Marxismo, a Ciência, a Religião. A História, até. Já ninguém levava a sério as grandes utopias modernistas (daí o Pós). Já ninguém acreditava na possibilidade de uma Linguagem Universal, fosse na matemática, fosse nas línguas, fosse nas artes. As Vanguardas, a Arquitectura, o Design, todos eles já passaram a sua fase moderna, heróica, em que acreditavam ser essa linguagem, capaz de promover a harmonia entre os homens e de melhorar a sociedade. Mas, pelos vistos, ainda havia espaço para mais uma utopia: a Economia. Leia o resto deste artigo »

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Coisas que ando a debicar (enquanto leio outras)

Este é uma antologia sobre a precariedade do trabalho na arte, um assunto que me interessa há muito tempo, quase desde a altura em que escrevo para aqui. Podem encontrar alguns exemplos do que penso sobre o assunto aqui, aqui e aqui, quase tudo pré-crise. Agora, esta reflexão só se tornou mais urgente. E não basta interrogar o papel da arte na sociedade, mas também a maneira como se estrutura o trabalho dentro da arte e do design. Ou seja, não basta fazer arte política contra a precariedade quando a estrutura em que esse trabalho é produzido assenta também ela na precariedade. Leia o resto deste artigo »

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Unir os pontos

Depois de ler o artigo no Ípsilon sobre o Doc Lisboa, que apostou numa cobertura documental, quase em directo da crise, confirmo a ideia que, dentro da cultura, a resposta mais orgânica e dura da situação tem sido a do cinema. Por comparação, o resto das artes são muito menos vocais, silenciosas até, tirando uma ou outra voz isolada (Siza com a sua boca sobre vivermos numa ditadura ou Maria Teresa Horta). Leia o resto deste artigo »

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Concertação, ética e civismo

A discussão mais séria e central sobre a crise portuguesa e as suas consequências não é entre quem se ilude achando que não vamos empobrecer (a caricatura que se vai fazendo da esquerda) e quem se ilude dizendo que merecemos empobrecer (a caricatura que se vai fazendo da direita). Desde há muito tempo que é claro que vamos empobrecer, seja qual for a saída que se escolha. A discussão é qual o caminho a seguir e quais as suas consequências.

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A Bolsa é a Vida

Fiz parte do meu doutoramento com uma bolsa parcial do FCT, que me deu durante algum tempo 250 euros mensais para além do meu salário, me pagou as propinas e me deu finalmente um subsídio generoso para a impressão da tese de 750 euros (que por burocracias várias, não relacionadas apenas com o FCT só me chegou um ano e meio depois de a ter impresso). Enquanto recebi a mensalidade, ela foi um alívio financeiro considerável. Leia o resto deste artigo »

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Dar aos ricos para dar aos pobres

Durante esta crise, quem trabalha, trabalhou, ou conta trabalhar, tem apanhado constantemente por tabela. Muitas vezes, nem tem grandes dívidas, não viveu acima das posses, mas apanha por quem o fez. E quando se fala em aliviar o seu sofrimento a ajuda também chega por tabela. Leia o resto deste artigo »

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Krugman, Keynes e agora até é capaz de haver um K em MerKel.

Pelos vistos, neste momento há uma preocupação entre os protagonista desta nossa crise, que se arrisca a ultrapassar o desespero de salvar o euro: e que é salvar a cara.

O FMI assumiu que as políticas de Austeridade não funcionam. Barroso diz que não é nada com ele: são os Governos quem decide. Merkel agora dá razão a Krugman, Keynes, Grauwe, Roubini e às vozes dentro do FMI por detrás do volte-face de Lagarde. Vai aumentar salários e estimular a economia. Se funcionar vai tornar a nossa vida um pouco mais fácil. Leia o resto deste artigo »

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Debates

Do programa, só vi isto, mas gostei de cada uma das intervenções dos organizadores das Manifestações de 15 de Setembro, principalmente por terem insistido muito claramente na questão das consequências humanas e sociais destas políticas Leia o resto deste artigo »

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Caras, fresquinhas, barbudas e de pau

A barba. Em caso de dúvida, reparem na barba.

A resposta do PSD ao relatório do FMI tem sido patética. É como um pelotão de execução que lê no jornal que a pena de morte foi abolida, decide telefonar ao governador a pedir esclarecimento mas, pelo sim pelo não, vai fuzilando toda a gente só para mostrar iniciativa (e de certeza que as ordens se aplicam a comarcas onde há menos crime, certamente).

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Efeitos Secundários

Para muita gente, o neo ou ultraliberalismo é neste momento em Portugal um falhanço completo. Tão falhado, enterrado e quase tão desastroso como a União Soviética. Afinal, foi a desregulação dos mercados financeiros que começou por provocar esta crise.

Tentou-se resolvê-la passando os prejuízos privados para o sector público, aumentando a dívida e a carga fiscal. O défice resultante é considerado perigoso pelos investidores dentro do contexto Europeu que não nos emprestam dinheiro, encravando rapidamente a nossa economia a um sopro da bancarrota. Leia o resto deste artigo »

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Inversões

São tempos curiosos, os nossos. Por exemplo, esta semana foi possível observar uma tendência comum em dois dos meus comentadores de Esquerda favoritos, Daniel Oliveira e Rui Tavares: um elogio à Social Democracia. Não ao PSD, note-se. Cada um dos dois faz essa ressalva de modo mais ou menos discreto – Oliveira avisou para não confundir com o PSD; Tavares frisou que se tratava do modelo escandinavo. Cada um dos artigos liga de modo explícito e bem argumentado a Social Democracia ao projecto Europeu.

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Uns sem legendas, a maioria sem filmes

Esta semana saiu uma notícia que a Cinemateca por problemas orçamentais ia começar a cortar nas legendas. Uns tempos antes tinha-se anunciado que o número de sessões iria diminuir. É grave.

Desde que vou mais a Lisboa que só consegui ir lá ver um filme. Tentei várias vezes mas a sala está sempre esgotada. À terceira tentativa falhada, enquanto tomava café no bar (fraco consolo), já brincava que a cinemateca era só uma fachada, um embuste. Não havia sala de cinema nenhuma. Apenas uma conspiração lisboeta para vender cafés a pacóvios como eu. A Cinemateca, de Franz Kafka. Mas não havia conspiração nenhuma: apenas a possibilidade de ver a história do cinema ao vivo por tuta e meia. É grave que se ponha isto em perigo.

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Pela Cultura

Esta semana vai haver manifestações pela Cultura. Nem digo contra a troika porque, pelos vistos, o FMI mudou de ideias, Barroso diz que não é nada com ele, e não sobra outra coisa que não o Governo. Portanto, que se lixe o Governo, que se lixe a Austeridade. Que se lixe a política cultural desta gente. Que não existe, porque é feita caso a caso.

Mas vai-se percebendo um padrão: aqui junta-se arquitectura de renome e intervenções artísticas em larga escala como tentativa de equilibrar a destruição patrimonial e ecológica causada por umas tantas barragens; ali, promove-se a trilogia luxo-fado-gastronomia; acolá, usam-se artistas/empresários para produzir instalações gigantes a partir de objectos sofisticados produzidos através da montagem modular de objectos do quotidiano (se possível feitos pelas nossas indústrias).

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La Société des Ambianceurs et des Personnes Élégantes (Sape)

Dei com estes senhores aqui. Chamam-se sapeurs (ver título) e vestem-se com brio e cores extravagantes em plena pobreza do Congo. Leia o resto deste artigo »

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Tua, Património Mundial da Humidade

Segundo o Público, a Unesco não considera que a barragem da Foz ameace o estatuto de Património Mundial da Humanidade da região do Alto Douro Vinhateiro, louvando a decisão de enterrar os edifícios da barragem como estratégia para diminuir o seu impacto. Calculo que o facto de haver ali o dedo de arquitecto de renome também não prejudique o valor patrimonial da enormidade.

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Educação Sentimental

 

Dei esta semana com estes livritos de Educação Salazarista. Não tratam apenas de assuntos técnicos, plantar, construir casas e fazer conservas, mas também se esforçavam por transmitir princípios e emoções: o da Emigração, por exemplo, era capaz de arrancar lágrimas a uma lágrima. Alguns tinham ilustrações bastante sofisticadas – o da Beira Alta tem desenhos a cores de Thomas de Mello (Tom), por exemplo.

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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico.

Autor do livro O Design que o Design Não Vê (Orfeu Negro, 2018). Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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