The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

No Piolho

Jessica HelfandWilliam Drenttel

Desde há anos que gosto de ir ler aos Sábados para o Piolho, um hábito que ficou das várias alturas em que morei ali perto. Embora seja uma sala escura e baixa, das mesas junto à porta é possível ver a grande extensão da praça dos Leões, com eléctricos, carros, pessoas a passar. É um café de estudantes e, nesta altura do ano, isso nota-se bem – gente com capas, guitarras, pandeiretas ou pastas de apontamentos acumula-se nas mesas ou à entrada. Não é um sítio sossegado, mas gosto de ler em sítios assim, com algum ruído ambiente, onde há sempre a possibilidade de aparecer alguém conhecido, que se sente para falar um bocado.

Este Sábado, mal me tinha acabado de sentar, apareceram William Drentel e Jessica Helfand, que na véspera tinham participado numa Personal Views na Esad de Matosinhos e agora visitavam a cidade acompanhados por Andrew Howard.

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No Logo? Yes Logo

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Quando estudei design, ensinaram-me a classificar a identidade gráfica de instituições e empresas, dividindo-a em marcas, logótipos e logomarcas. As marcas designavam identidades constituídas apenas por uma imagem, geralmente um desenho de tons planos e um número limitado de cores; os logótipos designavam texto, com o nome da empresa, instituição, pessoa, slogan ou evento a apresentar; as logomarcas juntavam imagem e texto. Desta forma, o sistema procurava fazer uma distinção entre identidade gráfica baseada em imagem e identidade gráfica baseada em texto.

A razão que me levou a desconfiar dele foi o conceito de “brand”, que se tornaria determinante na linguagem empresarial a partir dos anos 80. Se tinha a sua origem na identidade gráfica das empresas, agora a parte era usada para designar o todo, e “brand” tinha passado a ser a identidade da empresa em geral – que podia incluir mobiliário de escritório, fontes, cores, arquitectura, música, texto, uma mascote ou mesmo um porta-voz. Com esta mudança de sentido, começou a vulgarizar-se o uso da palavra “logo”, abreviatura de “logotype”, para designar a identidade gráfica.

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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico.

Autor do livro O Design que o Design Não Vê (Orfeu Negro, 2018). Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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