The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Stalker

Há exactamente um ano andava com vontade de ver o Stalker. A razão era simples: passar o Natal em Trás-os-Montes, uma região cada vez mais próxima de um filme de ficção científica dos anos 60-70, aqueles mais cépticos em relação à tecnologia, distópicos, onde a natureza, os desertos, as florestas, não eram apenas uma maneira de poupar dinheiro nos cenários, mas de mostrar que no final, ela acabava sempre por vencer, relva a crescer nas auto-estradas, no meio das ruínas de cidades. Em Vila Real, a sensação é sempre essa, a de um progresso impossível de distinguir da decadência: tuneladoras ao lado de uma estação de comboios abandonada, Porsches estacionados junto a uma carroça enferrujada. Leia o resto deste artigo »

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Design Ficcional

zissou

Há alguns anos, enquanto via um filme de acção, o segundo da série Blade, em que Wesley Snipes aniquila com espalhafato uma quantidade absurda de vampiros, apercebi-me de uma coisa curiosa. Os interfaces gráficos dos computadores que os vampiros usavam eram uma mistura estranha de gótico e de hi-tech, com formas que evocavam caninos e sangue a escorrer, embora em tons de amarelo (tanto quanto me lembro), o que me pôs a pensar se, dentro da história, teriam sido feitos por designers humanos ou por designers vampiros.

Como seria trabalhar para um cliente assim? Imaginei um designer humano a tentar convencer os seus clientes vampiros que seria mais interessante usarem uma estética kawaii, tipo Hello Kitty; imaginei um vampiro designer fazendo uma directa ao computador pelo dia dentro, num atelier todo calafetado contra a luz do sol.

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Cabeças Flutuantes e Quadros Vivos

Já há algum tempo que os meus hábitos de espectador mudaram. Tenho prestado mais atenção às séries de televisão que aos filmes que, neste momento, me parecem um formato demasiado breve. Deixei praticamente de ir ao cinema; faço-o mais pela ocasião social do que pelo filme em si, e calculo que a maioria das pessoas vai pelas mesmas razões, porque se tornou comum ouvir gente a falar ou até a atender o telemóvel durante a projecção.

Tendo em conta que o cinema se reduziu para mim a um bom pretexto para falar sobre civismo, acabo por preferir esperar que o filme saia em dvd ou passe na televisão. Posso assim vê-lo no silêncio da minha casa e, se o estiver a ver no computador, posso até “marcá-lo” como a um livro, retomando a “leitura” dias, semanas ou meses depois. Em quase todos os aspectos, ver um filme tem sido, para mim, uma experiência muito próxima à de ler um livro.

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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico.

Autor do livro O Design que o Design Não Vê (Orfeu Negro, 2018). Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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