The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Livro de Código

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Há uns tempos, na secção de design da Fnac, apareceu um livro sobre sinais de trânsito. Tratava-se de Signs: Lettering in the Environment, de Phil Baines e Catherine Dixon, uma edição da Lawrence King com fotografias a cores de sinais de toda a Europa.

Pelo meio apareciam alguns exemplos portugueses e confesso que senti um certo orgulho pátrio ao folheá-lo: havia uma daquelas paragens em cimento pintado de branco com um autocarro preto em baixo-relevo, uma velha placa metálica dos STCP e um magote de setas algarvias indicando ambiguamente ruas, hotéis, monumentos e restaurantes. O preço proibitivo do livro (44 € e trocos) talvez surpreenda um não-designer mas ajudou-me a resistir-lhe — mais tarde, uma das minhas alunas de design sugeriu que seria mais barato comprar um livro de código.

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Design e Civilização

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Quando comecei a ler The Fall of Rome and the End of Civilization, não esperava encontrar nada que tivesse a ver com design, antes pelo contrário. Contava com um livro calmo, o mesmo género de entretenimento vagamente educativo que passa a toda a hora no Canal História. No entanto, a forma como a sua tese central é defendida tem tudo a ver com design.

Para a maioria das pessoas, o fim do Império Romano foi o resultado de uma invasão bárbara que atiraria o Ocidente para uma idade das trevas que duraria quase um milénio. No entanto, nos últimos anos tem-se popularizado a teoria oposta, de que o Império acabou de morte natural, corroído internamente pela decadência, limitando-se os invasores a tomar o poder de forma mais ou menos pacífica. Em The Fall of Rome, o arqueólogo Bryan Ward-Perkins põe em causa esta teoria de forma muito convincente, demonstrando que o fim do império romano não foi uma decadência gradual, mas um evento catastrófico, que destruiria em pouco tempo as infra-estruturas sociais, culturais e económicas.
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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico.

Autor do livro O Design que o Design Não Vê (Orfeu Negro, 2018). Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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