
Louvei um aluno por ter usado o termo “Brutalista” para designar o estilo de arquitectura. O mais habitual é querem dizer “opressivo”. Na verdade, o termo vem do Béton Brut. Usa-se cimento à vista, sem o pintar ou cobrir.
É o mesmo quando dizem “minimalismo” e só querem dizer algo branquinho com poucos elementos na composição. Que, para alguns, é também sinónimo de “moderno” ou “modernista”. Já tive uma aluna que concebeu um livro sobre arquitectos portugueses com menos de quarenta anos. Ou seriam trinta? Bem lhe tentei dizer que a maioria, a totalidade, talvez, já tinha morrido há muito.
O Brutalismo até é um estilo com aproximações ao design gráfico. Embora se veja aquilo como algo seco e estéril, tem detalhes muito interessantes. Em alguns casos, usa-se madeira nas cofragens para imprimir texturas orgânicas no cimento. Esta ideia situa-se na mesma constelação da valorização de texturas dentro do design gráfico mais ou menos da mesma época. Veja-se o trabalho de H.N. Werkman ou de Sebastião Rodrigues.


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