The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

O Melhor Design do Ano

Dentro do design, não foi um ano onde consiga isolar um evento, um livro, um estilo ou uma exposição. Houve muita coisa e muita coisa boa mas no conjunto soube-me a pouco. Foi um ano que me pareceu vazio. Intermédio. Os estilos da última década, cansados: o chamado estilo holandês ou werkplaats no design gráfico (impressão em RISO, lombada cosida à vista, etc.); tudo o que seja hipster ou aquela coisa quase punk do pós-hipster (do sapatinho oxford até à Doc Martens). Não sei o que possa ser o estilo que se segue: algo mais agressivo, impaciente, espero. Leia o resto deste artigo »

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O Que Um Livro Pode 2012

Gostei mesmo muito de ir aos encontros O Que Um Livro Pode no Atelier Real em Lisboa. Não farei aqui mais que um resumo (podem ver o programa completo aqui), mas muito do que se discutiu irá sem dúvida ser aproveitado para textos aqui no blogue. Falou-se de coleccionar publicações (no primeiro dia), de expor livros (no segundo dia), de artistas e projectos que usam o livro como suporte, de livros de fotografia que tratam de comunidades emigrantes nos Estados Unidos (no terceiro dia).

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Expo 1940

Já que ontem, em conversa com amigos, falei dele, fica aqui um desdobrável da Exposição do Mundo Português, com belos overprints, e uma ampliação de um dos meus detalhes favoritos: a sombra dos hidroaviões. Sem mais comentários, que não lembrar que a mania das expos já vem de longe. Cliquem nas imagens para ampliar. Leia o resto deste artigo »

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Sem título

Até agora ainda não encontrei uma explicação satisfatória para a chamada “viragem curatorial” das artes, tirando a evidência de ser uma moda total, absoluta: o termo aparece um pouco por todo o lado. Coisas que dantes eram organizadas, produzidas ou editadas são agora curadas ou comissariadas. Há até quem diga, famosamente, que o comissariado é a nova crítica. Leia o resto deste artigo »

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Edição, Curadoria, Intimidade e Opinião

Ontem em Guimarães, o encontro Edição e(m) Curadoria valeu a pena. Gostei mesmo muito da parte da manhã, mais teórica e crítica, com uma exposição sobre a história da edição experimental portuguesa, desde Palla e Martins até E. M. Melo e Castro, com a possibilidade de folhear alguns desses livros que circulavam pela plateia.

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O Princípio da Inércia

No pavilhão branco do Museu da Cidade, na esquina do Campo Grande mais próxima do estádio do Sporting, estará até dia 4 de Novembro a exposição O Princípio da Inércia, comissariada pela Mafalda Santos e pela Susana Gaudêncio, e onde eu subcomissario uma mostra de livros relacionados com o tema da viagem e do percurso.

Se, de acordo com a lei de Newton que dá o nome à exposição, um movimento uniforme só muda com a aplicação de uma força exterior, cada um destes livros é uma dessas forças, sacudindo para os seus próprios fins a própria ideia de viagem, trajecto ou território – politizando-a, despolitizando-a mudando a própria identidade do viajante.

Queria ter posto aqui qualquer coisa antes da inauguração de ontem, mas a trabalheira de ajudar a prepará-la – e que me obrigou a faltar à vigília de Belém – não me deu oportunidade.

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Mal Entendido?

Pelos vistos, a exposição de Joana Vasconcelos em Versalhes custou 2,5 milhões de euros, divididos entre mecenas privados e apoios públicos, o artigo no Expresso não permite avaliar quem paga quanto, mas garante que o Turismo Portugal pagou pelo menos 150 mil euros. A quantia é quase um quarto da totalidade do que foi pago em apoios pontuais às artes em 2010 (800 mil). Em todo o caso, a totalidade do que se gastou na exposição é mais de três vezes isso.

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“Finanças Sãs e suas Consequências”

(via Miguel Soares no facebook, originalmente daqui)

Um artigo e uma foto publicados aqui há quase um ano mas que ainda não perderam a actualidade. Sobretudo quando o governo se congratula do sucesso das exportações, o primeiro desde 1943:

Na foto de Mário Novais, um arranjo cenográfico imponente na exposição de Paris de 1937 a mostrar o equilíbrio das contas públicas conseguido por Salazar. O título do gráfico “Portugal País Equilibrado: Finanças Sãs e suas Consequências”, apoiado pela montagem fotográfica de soldados, marinheiros e de jovens a fazerem a saudação fascista, dá a entender que a obsessão pela saúde das finanças e aquela coisa da ditadura se calhar até estão ligadas. Ainda assim, bela solução em relevo quase abstracto para os gráficos que ladeiam a tabela central.

Como bónus: mais uma demonstração da desonestidade intelectual daquela coisa “do vivemos acima dos nossos meios”.

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Sociedade de Geografia

Atrás de uma porta grande mas discreta, mesmo a seguir ao Coliseu dos Recreios, fica a Sociedade de Geografia de Lisboa, um daqueles sítios que, visitado aos oito anos de idade, pode muito bem ser o causador de uma vida de aventuras e expedições, de lugares excêntricos e distantes, histórias antigas e meio esquecidas, artefactos e mapas, máscaras africanas e louças das Índias, com formas e funções que se foram perdendo.
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“Finanças Sãs e suas Consequências”

(via Miguel Soares no facebook, originalmente daqui)

Na foto de Mário Novais, um arranjo cenográfico imponente na exposição de Paris de 1937 a mostrar o equilíbrio das contas públicas conseguido por Salazar. O título do gráfico “Portugal País Equilibrado: Finanças Sãs e suas Consequências”, apoiado pela montagem fotográfica de soldados, marinheiros e de jovens a fazerem a saudação fascista, dá a entender que a obsessão pela saúde das finanças e aquela coisa da ditadura se calhar até estão ligadas. Ainda assim, bela solução em relevo quase abstracto para os gráficos que ladeiam a tabela central.

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Coralie Bickford-Smith

Só para confirmar que a exposição dedicada aos livros de Coralie Bickford-Smith é mesmo boa, com ideias de montagem muito interessantes que enfatizam as características de cada uma das colecções. A minha favorita é a dos livros de F. Scott Fitzgerald, com padrões abstractos estampados em cores metalizados.

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Um Livro não quer dizer “Edição”

Tem havido – felizmente – muita balbúrdia na área da edição independente. Nem falo da multiplicação das próprias publicações, dos eventos em que são lançadas, dos locais onde são vendidas, mas da sua recepção crítica e teórica. Por exemplo, chamei a este tipo de edição “independente” e tenho a certeza que muita gente achará a qualificação discutível, preferindo “edição alternativa”, “caseira”, “de pequena escala”, “nada disso”, etc.

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Silhuetas

Tirei-o da estante do alfarrabista à última da hora, quando já estava a pagar, pelo contraste extremo da lombada fina que me fez lembrar a do Printers and Designers. Com o desconto que me fizeram é provável que tenha sido gratuito – não sei, porque trouxe mais dois livros.

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Introduções aos Catálogos das Exposições de Design Português, 1977

Mandei-o vir pensando que era o catálogo da 1ª Exposição de Design Português organizada em 1971 pelo Núcleo de Design do Instituto Nacional de Investigação Industrial (INII) – era assim que estava anunciado. Interessava-me pelos textos de introdução, mas sabia que o catálogo da 2ª Exposição, feita dois anos depois, era mais completo.

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Resistir é um erro

São muito raras as ocasiões em que algo de verdadeiramente interessante acontece e mais raras ainda aquelas em que uma ideia é retomada pela segunda vez, acrescentando com isso o que quer que seja. São raros os segundos livros, os segundos filmes ou as segundas exposições que valem realmente a pena. Quando muito, acabam por funcionar como uma espécie de amostra de má qualidade, em contraste com a qual o original reluz melhor. A segunda edição do Close-Up é uma dessas raras ocasiões, ganhando em maturidade, segurança e economia por comparação com a sua instância anterior.

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Arte Política (com um gorrinho para o frio)

Agora andam na moda as exposições sobre conteúdos políticos, sociais ou independentes, se possível comissariadas pelas mesmas pessoas que se dedicavam a ser publicamente contra a ideia de expor conteúdos políticos, sociais e independentes. Calculo que, como de costume, tenham arranjado uma boa justificação para o volte-face e que acreditem que – agora que são eles a tentar – a coisa vai dar certo (Boa sorte). Pessoalmente, não vejo nenhuma contradição ou escândalo em pôr arte anti-institucional num museu – se cabe na porta, é porque pode entrar. A crença que a arte política perde o seu impacto quando está num museu é apenas mais uma maneira de afirmar o poder dos museus, galerias e instituições. Se a arte política ou independente ainda tiver alguma pertinência para além da documental não são com toda a certeza estas instituições que a vão dissolver. Do mesmo modo, se um objecto fosse verdadeiramente anti-institucional, não seriam os artistas ou os críticos a ditar se um museu deveria ou não expô-lo, mas o próprio museu nunca lhe iria tocar. Nem lhe passaria pela cabeça fazê-lo. Irritam-me profundamente aquelas figuras paternalistas que reclamam o papel de mãezinhas: ai que se for para o museu constipa-se, coitadinha.

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Designers que fazem design sobre designers

Embora o trabalho de design e promoção em torno da exposição We Are Ready for our Close-Up[1] seja a todos os níveis bastante melhor que o habitual, ainda assim tenho ouvido algumas críticas, em particular ao destaque dado às fotografias dos participantes (interpretado por algumas pessoas como mero exibicionismo) e aos recursos que se ocupou a reproduzi-las, tanto nos posters como nas páginas de abertura do catálogo (recursos esses que poderiam ser usados, por exemplo, numa reprodução mais apurada dos trabalhos expostos).

Pessoalmente, prefiro perceber qual é a função que estes retratos cumprem dentro do contexto particular desta exposição do que atribuí-los levianamente a um desejo de auto-promoção ou de vaidade, resvalando deste modo para a posição, infelizmente bastante comum, de criticar uma exposição apenas porque expõe, de desvalorizar a promoção publicitária porque promove, de rejeitar um auto-retrato porque é egocêntrico ou um western porque se passa no Velho Oeste.

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Muito, talvez demais

Saindo do sol e calor da Rua do Alecrim para a relativa penumbra do átrio do Palácio Quintela, a primeira sala da exposição Revolution 99-09, parece que entramos numa daquelas mercearias antigas de Lisboa onde, pela profusão de cores, caixas e produtos, fica a sensação que o que está a ser vendido é mais a ideia de abundância em si mesma do que qualquer produto em particular: somos rodeados de centenas de objectos de design, posters, desdobráveis, brochuras, livros, acotovelados pelas paredes, emoldurados ou não, encolhidos à justa em vitrinas, onde mesmo a discreta legendagem mal consegue dar conta do recado, obrigando a algum esforço para perceber quem fez o quê e como.

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Mal Empregado

Ontem fui à inauguração de We Are Ready for Our Close Up, uma exposição de finalistas organizada por um grupo de alunos das Belas Artes do Porto num dos locais que Serralves costuma ocupar no centro da cidade, uma emissora de rádio mais ou menos desocupada e decrépita na rua Cândido dos Reis, com estúdios de som, bares abandonados, alcatifas manchadas de humidade e aparelhos de ar condicionado estragados. Neste caso, e testemunhando o zelo dos alunos, todo o edifício parecia mais asseado – e sobretudo mais elegante – do que quando Serralves o ocupou.

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História muito abreviada do design no Porto

Nos últimos anos, tenho ouvido frequentemente que o design do Porto é interessante, que existe aqui uma cena, um estilo. Poder-se-ia atribuir isso à existência de um ou outro designer talentoso que, através do seu trabalho estimularia a qualidade do trabalho dos seus colegas, mas o talento não adianta muito sem condições externas que o suportem e estimulem. Quais foram essas condições, neste caso? O que permitiu a existência de uma cena de design no Porto?

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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico. Escreve no blogue ressabiator.wordpress.com. Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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