The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Coincidentes

18270 antologia do humor portugues (1)Three_Stigmata

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A Forma Segue o Funcionário

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A encerrar o álbum Mundo Português – Imagens de uma Exposição Histórica – 1940, há um longo rol, estendendo-se por várias páginas, onde se enumera a equipa responsável pela exposição, contabilizando por fim o número de operários (5000), engenheiros (15), arquitectos (17), pintores-decoradores (43), auxiliares (129) e mais de 1000 modeladores-estucadores. Quase todas estas designações mantêm a sua actualidade. Ainda podiam aparecer numa ficha técnica feita agora. A única a precisar de uma nota de explicação é o pintor-decorador. Imagina-se talvez alguém que pinta motivos ornamentais nas paredes de estuque da exposição ou no seu mobiliário. Com algum esforço, o leitor mais especulativo lembrar-se-á que se calhar também é possível usar motivos decorativos em publicações, livros, folhetos. Leia o resto deste artigo »

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Uma Fina Barra Vertical

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IRL, longe da internet, das bases de dados, da Amazon ou do Abebooks, os livros perdem-se ou encontram-se pela lombada. Ter boa memória para capas não chega ao livreiro ou ao coleccionador compulsivo. Se a capa do livro é o seu poster publicitário, a lombada é o seu número da porta. Porém, é raro o coleccionador comprar um livro por causa do design da lombada. Leia o resto deste artigo »

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Richard Hollis

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A colecção de textos dispersos de Richard Hollis, About Graphic Design, tem-me sido um consolo e um prazer. São o tipo de textos que se escreve quando se escreve por encomenda sobre design, para conferências, para introduções, para revistas, para obituários. Como o próprio Hollis refere na curta introdução, cobrem assuntos que permaneceriam estrangeiros aos seus interesses não fosse o ser espicaçado pelos editores. Trata cada um desses assuntos com interesse, aquele sentido de perplexidade organizada que os melhores críticos cultivam. Diz ele, designer, que, para escrever sobre colegas, «it helps to puzzle out what is meant by “Graphic Design”.» O consolo deriva disso, desse puzzle out. Não escreve, como tantos, para apregoar o que é ou devia ser o design, e quem é ou não devia ser designer. Não trata o design como uma colecção de chavões, de certezas, mas como um problema constante.

O seu Graphic Design – A Concise History foi a primeira história do design que tive a boa sorte de comprar. Falo de sorte apenas no sentido coloquial, porque na verdade me limitei a beneficiar dos bons dons de estratego do próprio Hollis: fez uma história acessível, que se pode comprar por dez libras, pouco mais de onze euros e meio. Podem-se comprar cinco destas histórias pelo preço que custa a ainda muito usada história do design gráfico de Philip Meggs, e fica-se bem melhor servido.

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O designer como forma

No segundo número da revista de design Dot Dot Dot, publicava-se um breve artigo-entrevista onde se recuperava um designer suíço caído na obscuridade. Era o tipo de velho modernista com opiniões fortes sobre o rumo que o design actual leva que se gosta de ouvir em conferências pela caturrice bem humorada e inteligente. O humor político, iconoclasta era uma das marcas de Ernst Bettler. Num dos seus primeiros trabalhos tinha inventado um pintor Futurista de nome Giacomo Depinelli para gozar com um cliente pretensioso que lhe tinha encomendado uma cópia da famosa campanha de cartazes orquestrada pelo presidente da Container Corporation of America, Walter Paepcke, e contando com as contribuições de muitos dos melhores designers modernistas, como Max Bill, Herbert Bayer, Paul Rand ou Herbert Matter. Leia o resto deste artigo »

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Da BD ao design e de volta ao princípio

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O livro da esquerda faz parte da colecção Quadradinho, editada pela Associação do Salão Internacional de BD do Porto (ASIBDP). O design é da duodesign (José Rui Fernandes e  Susana Paiva). É uma citação directa da capa do número 37 da revista de design Emigre, dedicado curiosamente a uma tentativa de colocar o design gráfico mais próximo de um modelo da autoria e da propriedade intelectual do que no da prestação de serviços. Leia o resto deste artigo »

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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico.

Autor do livro O Design que o Design Não Vê (Orfeu Negro, 2018). Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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