The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Comparações

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Um pequeno panfleto de propaganda salazarista comparando o Estado Novo com a Primeira República. Note-se a censura prévia vista como algo positivo na última imagem.IMG_5426IMG_5424IMG_5425

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Filed under: Crítica

Em busca da linha

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Encontrei-a. Afinal não é a segunda edição mas a terceira.

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Ainda mais coincidentes

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Não conseguia encontrar em casa o de cima.Queria-o por causa dos dentes. Enquanto o procurava encontrei o de baixo – que nunca tinha reparado usava a mesma dentadura.

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Filed under: Crítica

Um ano d’o design que o design não vê

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Faz pouco mais de um ano que saiu, e ainda tenho bastante orgulho no meu livrinho, sobretudo do ensaio que lhe dá o nome. Posso estar enganado, mas é capaz de ser o único editado em Portugal fora da academia a tratar a relação estrutural e  histórica do design com o racismo, a discriminação de género e de classe. Leia o resto deste artigo »

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Fora deste Mundo

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Nunca consegui comprar a Periférica nos quatro anos que durou – entre 2002 e 2006. A tentação era grande. Diziam muito bem dela nos jornais. Ainda por cima era editada perto de Vila Real. Várias as vezes a segurei e todas a deixei ficar na estante da livraria. Era demasiado feia. Não me considero um designer estrito daqueles que sentem uma má fonte ou entrelinha nas vísceras mas a Periférica ia além dos meus limites. Leia o resto deste artigo »

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Coincidentes

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A Forma Segue o Funcionário

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A encerrar o álbum Mundo Português – Imagens de uma Exposição Histórica – 1940, há um longo rol, estendendo-se por várias páginas, onde se enumera a equipa responsável pela exposição, contabilizando por fim o número de operários (5000), engenheiros (15), arquitectos (17), pintores-decoradores (43), auxiliares (129) e mais de 1000 modeladores-estucadores. Quase todas estas designações mantêm a sua actualidade. Ainda podiam aparecer numa ficha técnica feita agora. A única a precisar de uma nota de explicação é o pintor-decorador. Imagina-se talvez alguém que pinta motivos ornamentais nas paredes de estuque da exposição ou no seu mobiliário. Com algum esforço, o leitor mais especulativo lembrar-se-á que se calhar também é possível usar motivos decorativos em publicações, livros, folhetos. Leia o resto deste artigo »

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O Blurb

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Os blurbs são aqueles elogios que aparecem nas capas ou contracapas dos livros. Podem ser feitos por convidados. Lembro-me de um do Steve Martin: «Eu ri. Eu chorei. Depois, agarrei no livro e li-o.» O que eu não sabia é que Blurb é o nome de um personagem ficcional, Belinda Blurb, inventada pelo escritor Gelett Burgess para se desfazer em elogios na capa de um dos seus livros.

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Conferência

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Dia 28 vou falar às Caldas. Já sei sobre o que quero falar mas prefiro não dizer nada para já.

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Uma Fina Barra Vertical

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IRL, longe da internet, das bases de dados, da Amazon ou do Abebooks, os livros perdem-se ou encontram-se pela lombada. Ter boa memória para capas não chega ao livreiro ou ao coleccionador compulsivo. Se a capa do livro é o seu poster publicitário, a lombada é o seu número da porta. Porém, é raro o coleccionador comprar um livro por causa do design da lombada. Leia o resto deste artigo »

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O Olho Agarrado à Palavra

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Abre-se um caixote enquanto se procura outra coisa e eis que lá estão, os Anos 70 Poemas Dispersos, do Alexandre O’Neill, da Assírio & Alvim. Inclui alguns poemas gráficos difíceis de apanhar, porque publicados em jornais e revistas ou porque foram esquartejados em outras ocasiões. Leia o resto deste artigo »

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O Designer Como Grunho

O design em Portugal envelhece. Já há muito tempo que não ouço ninguém com a lenga lenga do «é preciso trazer o design para Portugal». Seria absurdo. Aparecem sempre os que dizem que é preciso trazer o design «a sério», o que significa apenas «o deles». O design envelhece e às vezes parece que não aprende muita coisa. A proporção de mulheres a estudar design é consistentemente maior desde há anos. Tenho aulas onde praticamente só vão mulheres. Mas mesmo assim ainda se apanha gente a dizer que o design é uma coisa de homens. E diz-se que isso é por causa dos trabalho que os filhos dão ou da incapacidade para praticar a coisa à homem – “à patrão”, queira isso dizer “à bruta” ou “com charme”, não é muito fácil de distinguir. É um meio que não leva mulheres a sério (ou qualquer pessoa que não jogue por essas regras). Não é apenas o modo de trabalhar à antiga, porque já anda por aí uma versão 2.0, igualmente troglodita, alimentada a politicamente incorrecto e a “liberdade de expressão” – para dizer alarvidades em nome da informalidade. Tudo isto não é só conversa, como é evidente, mas é o software da coisa. Daí que seja útil ter uma formação que inclua uma história que seja crítica e não apenas transmitir o património e as lendas da profissão. E uma crítica que inclua feminismo, estudos culturais, política, etc. Porém, é comum achar-se que os alunos ainda não têm maturidade para isto (mesmo no ensino superior). Pela minha parte, se têm idade para ouvir ou fazer comentários sexistas, se têm idade para estagiar, têm mais do que idade para perceber o que isso implica.

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Richard Hollis

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A colecção de textos dispersos de Richard Hollis, About Graphic Design, tem-me sido um consolo e um prazer. São o tipo de textos que se escreve quando se escreve por encomenda sobre design, para conferências, para introduções, para revistas, para obituários. Como o próprio Hollis refere na curta introdução, cobrem assuntos que permaneceriam estrangeiros aos seus interesses não fosse o ser espicaçado pelos editores. Trata cada um desses assuntos com interesse, aquele sentido de perplexidade organizada que os melhores críticos cultivam. Diz ele, designer, que, para escrever sobre colegas, «it helps to puzzle out what is meant by “Graphic Design”.» O consolo deriva disso, desse puzzle out. Não escreve, como tantos, para apregoar o que é ou devia ser o design, e quem é ou não devia ser designer. Não trata o design como uma colecção de chavões, de certezas, mas como um problema constante.

O seu Graphic Design – A Concise History foi a primeira história do design que tive a boa sorte de comprar. Falo de sorte apenas no sentido coloquial, porque na verdade me limitei a beneficiar dos bons dons de estratego do próprio Hollis: fez uma história acessível, que se pode comprar por dez libras, pouco mais de onze euros e meio. Podem-se comprar cinco destas histórias pelo preço que custa a ainda muito usada história do design gráfico de Philip Meggs, e fica-se bem melhor servido.

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O designer como forma

No segundo número da revista de design Dot Dot Dot, publicava-se um breve artigo-entrevista onde se recuperava um designer suíço caído na obscuridade. Era o tipo de velho modernista com opiniões fortes sobre o rumo que o design actual leva que se gosta de ouvir em conferências pela caturrice bem humorada e inteligente. O humor político, iconoclasta era uma das marcas de Ernst Bettler. Num dos seus primeiros trabalhos tinha inventado um pintor Futurista de nome Giacomo Depinelli para gozar com um cliente pretensioso que lhe tinha encomendado uma cópia da famosa campanha de cartazes orquestrada pelo presidente da Container Corporation of America, Walter Paepcke, e contando com as contribuições de muitos dos melhores designers modernistas, como Max Bill, Herbert Bayer, Paul Rand ou Herbert Matter. Leia o resto deste artigo »

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Da BD ao design e de volta ao princípio

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O livro da esquerda faz parte da colecção Quadradinho, editada pela Associação do Salão Internacional de BD do Porto (ASIBDP). O design é da duodesign (José Rui Fernandes e  Susana Paiva). É uma citação directa da capa do número 37 da revista de design Emigre, dedicado curiosamente a uma tentativa de colocar o design gráfico mais próximo de um modelo da autoria e da propriedade intelectual do que no da prestação de serviços. Leia o resto deste artigo »

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Genealogias

A história do design português – e não só – tem formatos tão comuns que já nem se repara neles. Usam-se porque estão à mão de semear. Dão jeito. Se a história fosse uma app, seriam presets, filtros pronto a usar que dão logo um ar mais profissional à coisa. O mais comum é a biografia. Atribuindo uma série de objectos a uma pessoa, tornando-os na sua obra e fazendo dessa pessoa um autor, cria-se a mais simples e mais cativante das narrativas. Percebe-se o designer porque a sua vida faz assim sentido, tem um arco narrativo de crescimento, de auto-descoberta, de aprendizagem que a coloca perante problemas que são resolvidos, aliados com que se colabora ou inimigos com que se guerreia. A biografia permite alisar problemas, contradições, encaixando-os numa solução em formato de pessoa. Leia o resto deste artigo »

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A forma como se fala do design segue a função de como se fala

A forma segue a função. É possível que seja o provérbio mais conhecido do design. Mesmo que não se concorde, mesmo que pareça anacrónico, mesmo que nos seja indiferente, mesmo que reduzido a um jogo de palavras, se o design fosse um país, a forma segue a função seria o seu lema. Enquanto máxima, encarna uma aspiração ética, a ideia que o design e o designer serão melhores, estética e moralmente melhores, quando se coloca a utilidade acima da experiência formal. Enquanto estilo, evoca figuras geométricas, padrões modulares, matérias primas industriais. Evoca a mobília tubular da Bauhaus, a austeridade da arquitectura moderna, o espaço negativo e a feroz assimetria da Nova Tipografia. Leia o resto deste artigo »

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Decorativos e felizes

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O Notícias Ilustrado, suplemento semanal do Diário de Notícias, era provavelmente o periódico português de grande circulação com o grafismo mais inovador. Foi durante muito tempo o único impresso em rotogravura, uma técnica que fazia da página uma só unidade, uma só imagem, valorizando a fotografia, a colagem e a sua interacção com o texto. Leitão de Barros, hoje mais conhecido como cineasta, foi o seu director artístico. Ensaiou em Portugal técnicas de edição e composição editorial ao nível do que de melhor se praticava no mundo. Leia o resto deste artigo »

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Coisas que são como o Dartacão

Há filmes ou, pior ainda, séries que são como a música do Dartacão. Era uma vez os três, os famosos não nos saem da cabeça, do pequeno Dartacão não nos saem da cabeça. Não são grande coisa, se calhar até são piores que a música do Dartacão, mas não nos saem da cabeça. Tenho objectos desse género, dos quais não gostei quando os vi mas acabaram por me ficar na cabeça. Leia o resto deste artigo »

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Quentin Fiore (1920-2019)

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Morreu há uns dias Quentin Fiore. A sua obra mais conhecida, The Medium is the Massage, um pequeno livro com menos de 160 páginas em forma de ensaio gráfico montado em 1967 a partir de textos de Marshall McLuhan foi produzida com um orçamento reduzido em apenas três semanas. Dou-me conta que quase toda a obra que lhe conheço foi produzida em cerca de três anos: War and Peace in the Global Village (1968), I Seem To Be a Verb (1970), DO IT!: Scenarios of the Revolution (1970), a Aspen Magazine in a Box nº4 (1967). Pouca coisa ocuparam da sua longa vida de 99 anos.

Eram livrinhos urgentes feitos numa época urgente. Propunham um sentido rápido e portátil. Aos designers, ainda falam da promessa do design como uma linguagem total, pertinente e cativante, onde o designer não é apenas o intérprete do desejo de terceiros mas um narrador com voz própria. Foram inúmeros os que lhe seguiram os passos e os que o homenagearam.

 

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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico.

Autor do livro O Design que o Design Não Vê (Orfeu Negro, 2018). Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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