The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

A forma segue a forma

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Talvez por o grafitti ser tido por efémero haja tantos livros a documentá-lo. Nos anos que se seguiram ao 25 de Abril apareceram uns tantos, procurando registar a torrencial produção de grafittis que ocorreu após a revolução. O livro de cima chama-se As Paredes em Liberdade foi editado pela editoria Teorema em 1 de Agosto de 1974. As fotografias são José Marques e a maquete é de Fernando Felgueiras e Amélia Afonso.

O de baixo chama-se merda e regista a obra de um grafitter anónimo que, desde a década de 80, pintava obsessivamente a palavra «merda» nas paredes do Bairro de Benfica. Foi distribuído gratuitamente em 2006 numa exposição de Alexandre Estrela no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. A autoria é do artista, o design gráfico é de Pedro Nora. Leia o resto deste artigo »

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Pintores-decoradores e fotógrafos

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Um dos primeiros projectos de António Ferro à frente do Secretariado de Propaganda Nacional é produzir «um grande álbum de luxo: Portugal-1934, que documente com gravuras expressivas, irrespondíveis o que se tem feito em Portugal nos últimos sete anos». Para dirigir a tarefa, chama Leitão de Barros, na altura o director de arte de uma das revistas portuguesas mais graficamente inovadoras, o Notícias Ilustrado. Fazia gala de ser o único periódico em Portugal a ser impresso em rotogravura, uma tecnologia importada da Alemanha pelo próprio Leitão de Barros. Seria na oficina que fundou, a Neogravura, que seria impresso em 1959 Lisboa Cidade Triste e Alegre, de Martins e Palla. Leia o resto deste artigo »

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Nomes Influentes

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Pioneers of Modern Typography (1969), de Herbert Spencer, é dos livros mais sumarentos da história do design gráfico. Já falei dele aqui há dias a propósito dos seus cinquenta anos. Conta-se sobre Peter Saville levou um exemplar roubado na biblioteca da escola à entrevista de emprego com a Factory. Luis Miguel Castro usava-o para decidir layouts na Kapa. É, portanto, um livro influente – mas o que é e como se processa essa influência?
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Pormenores de um Photobook

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Changing New York
(1939), de Berenice Abbott (fotos) e Elizabeth McCausland (texto), editado pela WPA, não é, à primeira vista, um photobook muito inventivo no que diz respeito ao design – fotos na página da direita, texto na da esquerda. Não se compara, por exemplo, com a edição de 1938 do New Vision de Lászlo Moholy-Nagy, com os seus espaços brancos ambiciosos ou a sua interacção dinâmica entre texto e imagem. Compensa, porém, olhar para o pormenor tipográfico.
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Complicar o Sebastião

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Por motivos de investigação, tenho sido obrigado a ler a cada vez mais vasta pilha de «edições populares» sobre Sebastião Rodrigues. Chamo-lhes «populares» para as distinguir da produção académica. São obras que, imagino, têm como alvo os estudantes universitários, os curiosos e os completistas, que se propõem ser uma síntese breve do que se vai sabendo sobre o seu assunto.

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Figo, Flor, Fruto, Fascismo

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Eu sou designer de formação. Há coisas para as quais não nos preparam na escola. Para o tédio que é ouvir gente a debater que se diz logótipo e não logotipo. E vice-versa. E vice-vice-versa. Ou para as discussões sobre como a Helvetica é melhor que a Arial. É o mesmo com os cinéfilos que perdem tempo a discutir se o Dunkirk é ou não cinema. Ou com aquele tipo desesperado de melómano que tem teorias muito elaboradas sobre como a Beyonce é na realidade menos hip-hop do que bluegrass. Têm argumentos complicadíssimos para isso, que em geral derivam de terem entrado, há muito, muito tempo atrás, na saída errada numa rotunda qualquer da alma. O mesmo quando apanho gente a dizer que o Salazar não era fascista. Não falo dos que dizem isso porque eles próprios não se acham fascistas, mas dos que perdem tempo a comparar os diversos fascismos até cada um ficar uma singularidade não-generalizável – para eles, até o fascismo italiano não chega bem a ser um fascismo, calculo.

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25 de Abril

Já apanhei gente de direita a comparar a censura do Estado Novo com o politicamente correcto. Já apanhei gente de esquerda, até dessa altura, a equivaler o politicamente correcto a uma nova Pide. Até parece que a função da censura era criticar o uso de linguagem inclusiva na imprensa e na literatura. Era uma espécie de Comissão da Igualdade de Género. Depois vinha a Pide, que prendia e torturava os Ricardos Araújos Pereiras, as Claras Ferreira Alves e os Pachecos Pereiras, e todos os que chamam paneleiro a quem acham cobarde, que abordam mulheres na rua e acham que é a sua obrigação declarar que as cobriam todas de cuspe, e que acham um entrave à sua própria liberdade alguém os criticar por isso.

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Os Viadutos Rebaixados do Espírito

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Robert Moses, responsável pela reconstrução maciça de toda a área de Nova Iorque durante o século XX, que construiu parques, auto-estradas e jardins, que demoliu bairros para construir vias rápidas, que construiu habitação social, que reconfigurou a cidade para o reino do automóvel, era um homem extremamente racista. Diz o seu biógrafo Robert Caro que Moses baixou a altura dos viadutos de acesso às praias da zona o suficiente para que os autocarros dos transportes públicos, usados sobretudo por minorias pobres, não passassem. As leis mudam, pensava Moses, mas a infraestrutura congela as decisões, obrigando as gerações futuras a acatá-las, quer quisessem, quer não.

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«Mansa é a tua tia.»

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Graças à leitura labial básica, ficou-se a saber que certo dia no parlamento José Sócrates disse de Francisco Louçã que «mansa é a tua tia». Pouco depois, Ricardo Araújo Pereira reparou num pormenor interessante, Louçã e Victor Gaspar são primos, logo Sócrates estava a insultar directamente a mãe de outro político. Portugal é um país tão endogâmico, que nem se pode insultar a tia de alguém sem com isso ofender a mãe de outro. É uma espécie de álgebra da pequenez.

O design é o mesmo. Ainda há pouco escrevia eu sobre o título do livro de Erik Spikermann, Stop Stealing Sheep, que o próprio dizia ter sido adaptado de uma citação de Frederic Goudy, que dizia que quem espaçava blackletter era capaz de roubar ovelhas – para não dizer pior. O «A t l a s  Calligraphico» de Ventura da Silva (1804) é um dos livros mais sagrados do património reclamado pelo design de tipos português. Até há uma fonte do Dino dos Santos em sua homenagem. Sabem que mais? Segundo o Goudy e o Spikermann, o Ventura era bem capaz de roubar ovelhas. Ou pior.

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Livros B, Alda Rosa

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Os Livros B, da Estampa, uma das mais carismáticas colecções de livros que se lançaram em Portugal, foi relançada. Aqui faz-se uma pequena história da colecção e da sua reedição.

Os originais eram objectos subtilmente físicos, com as suas capas alongadas de cartolina parda, só com letras e ornamentos estampados a prata, a fazer contraste com o miolo azul, tudo muito bem equilibrado, sobretudo a composição puramente tipográfica da capa, construída de ingredientes difíceis, que dariam cliché em olho menos hábil. Leia o resto deste artigo »

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Kazuo Koike (1936 – 2019)

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Foi dos primeiros autores de manga a chegar a Portugal via Brazil, penso que ainda na década de oitenta, muito mal distribuído, em revistas de péssima qualidade. Lone Wolf & Cub, uma história de vingança no Japão Feudal, desenhada por Goseki Kojima, e Crying Freeman, com Ryoichi Ikegami, e que é indescritível – o melhor que se pode tentar é ser redutor, descrevendo-a como uma mistura de 007, de história de gangsters, de thriller erótico, à volta da história de um oleiro que se torna num assassino perito em artes marciais controlado por hipnotismo. Uma medida aproximada do talento narrativo de Kazuo Koike é o modo como consegue extrair gravitas e um sentido trágico desta premissa absurda.
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Designers, às vezes durante décadas

Tem-se discutido aqui e ali o «escândalo» dos ensaios de João Pedro George na Sábado sobre a Imprensa Nacional Casa da Moeda, sobre um director, Duarte Azinheira, que edita obras do seu tio, António Mega Ferreira, e onde se mete ao barulho o editor João Paulo Cotrim e o designer Jorge Silva. Antes de continuar, uma declaração de interesse: já trabalhei para a INCM através do Jorge Silva (escrevi para a Colecção D) e já trabalhei com o João Paulo Cotrim (numa publicação sobre o centenário da República).

O que me interessa na polémica é levantar-se de novo o problema de como um designer se relaciona com uma instituição pública – e mais uma vez perder-se a oportunidade de discuti-lo com seriedade.

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As narrativas visuais de Erik Nitsche

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A fazer investigação para um ensaio de grandes dimensões, passei outra vez os olhos pela colecção de história publicada na década de 1960 pela editora suíça Rencontre, com design de Erik Nitsche. Pouco depois, a Morais Editora lançou uma versão brochada, impressa também em Lausanne. Têm diferenças mínimas.

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Para além das intenções do designer

Li em qualquer lado, talvez num dos muitos artigos que marcaram o seu centenário, que na Bauhaus o estilo não era um objectivo a atingir mas um subproduto, um resíduo, uma escória. Numa peculiar reviravolta, a sobra acabou por secundarizar o produto – da Bauhaus conhecemos mais o estilo de design do que o seu processo.  Não admira. É mais fácil conhecer os objectos e os slogans do que todo os manifestos, programas educativos, discussões, polémicas que lhes serviram de base.

De toda a obsessão vintage em que o design se tem tornado – velhas fontes, velhas prensas, velhas edições –, o mais difícil de desenterrar é o design enquanto sistema de pensamento, enquanto disciplina. Exige método, exige teoria, e não apenas senso comum. É fácil saber que tipo de máquinas se usavam para imprimir um álbum em 1940, mas é bastante mais difícil perceber o pensamento de projecto que o orientou (se é que havia algum).

Esta ideia do estilo como algo que polui o design, dando mais valor às formas à custa do conteúdo é algo que herdámos da Bauhaus e da sua época. Todo o designer é treinado para desconfiar da modinha, do formalismo efémero inconsequente. Mas não é só o designer que pensa sobre o design. O historiador, o crítico, o curador, também têm uma palavra a dizer. Se para o designer o estilo pode ser secundário, para estes outros – para os teóricos – é uma informação valiosa. Permite ver padrões que apenas pela análise das intenções dos designers seriam invisíveis.

Para o historiador e para o crítico, é fundamental ir além das intenções do designer. Estas são apenas mais um dado entre muitos outros.

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Cinquenta Anos

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Em 2019, faz cinquenta anos um dos meus livros de design favoritos de todos os tempos, o Pioneers of Modern Typography, de Herbert Spencer, também editor da Typographica, uma das melhores revistas de design de todos os tempos, e dos Penrose Annuals durante a sua melhor década (1964 – 1973). Já escrevi sobre ele um monte de vezes. Dediquei-lhe uma conferência na Culturgest. É capaz de ser dos livros mais influentes da história do design. Foi o livro que Peter Saville levou para a sua entrevista de emprego com Tony Wilson. Era o livro de referência de Étienne Robial. Era uma das influências assumidas do grande Luís Miguel Castro, um dos melhores directores artísticos portugueses. Percebe-se a sua influência que teve na seminal revista Kapa (1990 – 1993).
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Fernando Bureau, 1940

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Uma selecção das fotomontagens que Fernando Bureau concebeu para a revista Comércio Português, da Associação Comercial de Lisboa. Trata-se de um número extraordinário descrevendo a exposição do Mundo Português. Comprei-o nem sei onde, «só para o caso». Quando o «caso» chegou, estava desprevenido. Tinham-me um ensaio sobre Leitão de Barros e o álbum Portugal 1934. Lembrei-me das fotomontagens da revista e pensei que pudessem ter que ver. Não me lembrava nem do nome da revista, nem do autor das imagens. Encontrei-a, como costuma acontecer, uns dias depois de entregar o ensaio. As fotomontagens tinham sido impressas na Neogravura, onde foi impresso o Lisboa Cidade Triste e Alegre, também em rotogravura – o fundador da Neogravura e também importador da rotogravura para Portugal foi Leitão de Barros. O nome do autor, Fernando Bureau, não me dizia nada. Não sei se já o encontrei em qualquer leitura. Estarei atento.

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Designers que duram e duram

Por volta das quatro e meia da manhã do dia 17 de Janeiro de 1994, ocorreu o pior sismo registado até hoje numa área urbana nos Estados Unidos da América. Durou menos de vinte segundos. Teve o seu epicentro no San Fernando Valley, em Reseda. Devastou toda a área de Los Angeles, destruindo casas, viaturas, viadutos, matando perto de setenta pessoas (não se sabe ao certo) e ferindo mais de oito mil. Nesse dia, o designer Peter Saville tinha três dólares no bolso. Era tudo o que tinha. Ainda era dos designers de capas de discos mais famosos do mundo. Quinze anos antes, tinha desenhado a capa de Unknown Pleasures para os Joy Division. Nos últimos meses, visitava editoras de música na esperança que lhe oferecessem vinis que pudesse vender em segunda mão.

É uma boa história para contar aos alunos. O que digo a seguir é que um designer que nasça agora tem uma expectativa de vida de cerca de oitenta anos. Nesses oitenta anos, terá muita sorte se estiver na moda uns quinze anos, cinco à primeira e outros dez se por acaso se alguém se lembrar dele mais tarde e ainda for vivo – uso o masculino porque ainda são raros os casos de mulheres designers que chegam à segunda fase, a do revivalismo. A maioria dos designers nunca chega a estar na moda. Quando muito faz parte de uma ou duas.
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Design e Edição?

No design, como em outros sítios, há coisas que até interessam mas já nem apetece falar nelas. Dá vontade de mudar de passeio. Já não tenho grande paciência para as pequenas editoras portuguesas do fim do Estado Novo. É assunto que não está esgotado mas é quase sempre tratado da mesma maneira, como uma recolha corajosa de um património quase esquecido, de anedotas de fuga à censura, de tricas, querelas e inimizades, dos velhos tempos em que a edição era realmente a sério, etc. Luíz Pacheco, Vitor Silva Tavares, Afrodite, etc.

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Sorrisos Ensaiados

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Em  1993, o designer Erik Spiekermann lançou um pequeno manual de tipografia com um nome excêntrico, Stop Stealing Sheep & Find Out How Type Works. Era um livro simples, de bolso, com mensagens simples, passadas através de imagens e texto combinados num design acessível. Foi dos primeiros livros de design que consegui comprar. Era barato e portátil numa era em que mesmo um número da Eye podia custar uma parte substancial da mesada (durante o curso só comprei dois). Foi dos primeiros livros de design do qual deixei de gostar. A mensagem simples parece-me hoje condescendente, o tom simpático nunca me pareceu sincero. Ao começo, parecia-me o tipo de boa disposição ensaiada que se vê nas Ted Talk. Com o tempo percebi que, por baixo dos sorrisos forçados, havia também intolerância e conservadorismo quanto baste. Nem sequer estavam escondidos. O título do livro anunciava-os.
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Dia-a-dia

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Ter uma filha no meu caso significa sair menos. As aulas ocupam-me dois dias da semana. No resto do tempo, acordo cedo, com a minha filha. Preparo-a para a escolinha. Levo-a no carrinho. Ao fim da tarde, vou buscá-la. Brinco com ela. Dou-lhe de jantar. Preparo-a para dormir. Não faço estas tarefas sozinho. É um trabalho de equipe, mas o ritmo é este. Às 22h30, costumo estar a dormir. No tempo em que ela está na creche, leio, preparo aulas, escrevo. Tenho poucos passatempos. Cumpro-os como um dever sagrado. Tenho lido mais ficção, mais banda desenhada. Atraem-me formatos que já não se usam como a tira diária. Para a semana vai sair a última temporada do Game of Thrones, cada episódio inchado de mortes, de volte-faces, de cliff-hangers. Antes mesmo de acabar, já foi retalhado em memes, em recaps, em reviews. Já se preparam sátiras. Cada episódio é como um circo que chega a um baldio nos limites da cidade, em minutos monta-se a tenda e é como se estivesse estado sempre ali e em minutos desmonta-se e é como se nunca estivesse estado, uma cidade temporária no limite da cidade. Comparada uma tira diária é uma unidade mínima de drama, uma história constrói-se no tempo que uma gota de água esculpe um estalactite. As melhores tiras são um momento único isolado no tempo e uma acumulação lenta de momentos que nunca hão-de chegar ao fim. São maravilhas concentradas. No fim do século XVIII, deu-se a moda de usar em medalhões pequenos desenhos em aguarela dos olhos de amantes. Uma boa tira tem esse grau de minúcia e essa emoção intensa mas partida aos pedaços. Na tira Terry and Pirates, de Milton Caniff, há um desses momentos. É a comum tira de aventuras, colocando os heróis em enrascadas atrás de enrascadas, em ciclos encadeados que parecem nunca ter início ou fim. Em toda a série, há um único momento em que tudo parece parar. Uma das personagens principais é atirada de um camião em movimento no meio do deserto, e não há como salvá-la. Não há cavalaria. Não há salvação de último momento. É uma morte prosaica e realista. No fim só há um enterro, um luto, num silêncio que dura dois dias – tempo do leitor. Numa última tira, os sobreviventes fazem-se ao caminho, gastam um momento antes que uma curva da estrada lhes tape a vista do túmulo improvisado. Foi uma morte tão chocante e tão discutida como as mortes do Game of Thrones. Não houve ressurreições. Um ano depois, a tira continuava o seu caminho. Um outro personagem, um aviador abatido no deserto, cruzava-se com uma campa improvisada na beira da estrada.
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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico.

Autor do livro O Design que o Design Não Vê (Orfeu Negro, 2018). Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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