Uma leitora chamou-me a atenção para este anúncio que graficamente se aproveita da imagem da greve geral para promover uma “iniciativa inédita para lutar criativamente e impulsionar a economia portuguesa”, apelando a todos os designers e artistas portugueses que se juntem em oito dias de trabalho intenso “com 2 feriados incluidos”. Só a referência aos feriados já daria a entender que forma e conteúdo não encaixam aqui muito bem: um dos pontos da Greve Geral é o plano do Governo para cortar até quatro feriados sem compensação.
Conforme se pode verificar pela página no Facebook dos Menina Design Group, a firma responsável pela iniciativa, o Design Geral resume-se a um mini-estágio não-remunerado. Isso é bastante claro na resposta que foi dada aos comentários cada vez mais acesos que entretanto foram surgindo protestando a contradição gritante que é propor o trabalho não-remunerado como solução para a crise:
“É exactamente esse o espírito que pretendemos, mas no sentido inverso.
No Design Geral queremos contribuir para o fortalecimento do design em Portugal e as ligações entre os designers nacionais. Levamos o tema crise muito a sério.
Os nossos workshops e formações dão a possibilidade aos jovens recém licenciados de terem um primeiro contacto com o mundo empresarial oferecendo um conhecimento que não se aprende nas escolas e universidades.
Para além disso premiamos sempre o talento, convidando as pessoas para integrarem os quadros da empresa. No entanto os talentos são muitos e como uma PME portuguesa não podemos contratar toda a gente. Muitas das pessoas que estiveram connosco e não estão nos nossos quadros, continuam de alguma forma a colaborar connosco. Quer através de sistemas de royalties, quer através de parcerias com as suas próprias ‘micro empresas’ criadas com o conhecimento que ganharam nestas formações.”
e
“Obrigado pelos vossos comentários.
Assim como a Greve de ontem, só luta quem quer.
DESIGN GERAL não é obrigatório e receberemos aqueles que estiverem disponíveis a contribuir para a criatividade do nosso país e para a competitividade de todos.”
e
“Obrigado a todos pelos vossos positivos comentários.
Esta nova e criativa iniciativa da Meninadesign Group (Design Geral) está a conseguir ter o alcance pretendido: Que os designers e agentes criativos se revoltem e mostrem realmente o que valemos. Queremos lembrar que os sócios e colaboradores da MDG são 80% Designers e este ano reforçamos a nossa equipa com mais 10.
Não gostamos muito de falar, gostamos mais de actuar, e felizmente construímos até hoje um portfólio de marcas (Boca do Lobo, Brabbu, Delighttfull, Portugal Brands, …) que elevam o design Português todos os dias, e trazem mais de 4 milhões de euros por ano em volume de negócios para o nosso país (90% de vendas é internacional).
A nossa perspectiva é crescer 200% todo o ano e estas nossas iniciativas só têm um propósito final: contribuir para as boas práticas da comunicação do Design e do Marketing em Portugal e fazer o que realmente interessa: produtos com valor acrescentado, capazes de ganhar qualquer guerra internacional.
Infelizmente não é uma luta de 8 dias mas sim de 8 anos, os quais muito nos orgulhamos.
Só continuaremos a ganhar esta luta com lutadores de primeira linha, sejam eles designers ou marketers.”
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Mete nojo.
Se acham que isto afecta só o Design, estão enganados. Começaram a meter pessoal de marketing também nestas condições, e o trabalho que fazem é uma valente cagada. Fazem pesquisas de mercado e preenchimento de folhas de excel o dia todo, em vez de darem oportunidade aos que lá estão de desenvolveram algo de novo, fomentando assim também o lado criativo de um marketeer. E escusado será dizer que ficam com a informação toda e que lhes dão um pontapé no cu também. A falta de ética, de respeito pelos demais nesta empresa é algo que perturba.
Esta empresa vive de estagios não remunerados e nao é de agora, tanto orgulho numa marca que na realidade não é assim tão original quanto isso, será?O melhor de tudo é que esse orgulho ainda se extende a trabalho precário, gratuito e por tempo indeterminado…está na hora de se acabar com o abuso desta e de outras empresas, há que denuncia-las seja na arae de marketing ou outra qualquer.
A propósito deste assunto vão dar uma “olhadela” à plataforma “Ganhem Vergonha – Plataforma de denúncia de empregadores sem vergonha” e leiam, se vos interessar, os testemunhos de pessoas que lá “trabalharam”. Link: http://ganhemvergonha.tumblr.com/tagged/testemunhos
Há que admitir que plagiar o logo de uma instituição sindical desenhado para campanhas de luta social e aplicar o resultado desse plágio num mero anúncio de estágio não remunerado NESTA altura implica mais do que criatividade. Estamos a falar de génio a um nível tão profundo que se corre o sério risco de tropeçar, cair lá dentro e não voltar mais à tona.
Ao que parece o WorkShop será no Palácio das Artes, será um edifício do Estado?
Estaremos a falar na promoção da precariedade num edifício público?
ASSIM NÃO VAMOS LÁ …
Estágio de 8 dias , ou 4+4 nunca vi !! Mas parece um longo estagio !
Deve dar para desenhar um avião, uma bicicleta, ou o mundo todo outra vez.
Mas também temos casos de designers que passam uma vida toda e nunca tiveram o prazer de ter contacto com uma empresa e saber como funciona, e carregam medos que os fazem desacreditar.
E PIOR AINDA NUNCA DESENHARAM NADA E NUNCA DESENHARÃO E TRABALHAM NO CENTRO COMERCIAL
deixem trabalhar quem quer evoluir o País quem quiser ficar no sofá ou a enviar curriculos banais para empresas banais que fique.
admissão só para LUTADORES DE PRIMEIRA LINHA, AQUELES QUE PREFEREM TRABALHAR MAIS DO QUE CONTESTAR.
DESIGNING OUR FUTURE
Lutar porquê? Pela possibilidade de trabalhar sem um salário? Nas condições actuais, e tirando governo ou patrões, não me parece que haja muita gente a lutar para fazer isso.
Se a sua noção de empreendorismo é a que deixou patente acima, não quero viver no mesmo Mundo em que se encontra. Ao que tudo indica, vive num universo em que quem se aproveita da aflição dos outros para lucrar é digno de mérito e visto como sendo um lutador.
Não sei se a devo desprezar ou ter pena de si…
Juliana, tu é que merecias trabalhar no centro comercial mas mesmo ai seria bom demais para a tua falta de personalidade. Ganha vergonha
A Juliana é a secretária do patrão, está a fazer o seu trabalho. Ao menos é paga para isso…por isso é que defende a organização.
Uma coisa é certa. Já vi muitos comentarios aqui que a empresa nao paga e nao é verdade. Ok, existe o periodo nao remunerado, apenas com ajudas de custo e o problema é que a maioria das pessoas desiste aí. Depois desse período, as pessoas são remuneradas sim sr!
Na minha opinião não devemos culpar a empresa mas sim o estado por ainda permitir estágios não remunerados. É claro que as empresas aproveitam-se de que a lei assim o permite
Cara Alexandra, também achamos que as pessoas que trabalham na empresa (legalmente) não devem ser criticadas. E oxalá mantenham os seus trabalhos. Agora, também acha que a culpa dos estagiários (que não são remunerados, fazem horas extras diariamente e trabalham aos Sábados) serem mal tratados é do Estado?
Colocar 20 ou 30 a trabalhar durante 3 meses para no final ficar apenas 1 é SPEC WORK. Cada trimestre repete-se novamente. E desde quando o estagiário tem de levar o seu computador e os seus softwares como ferramenta de trabalho? Afinal é um estágio ou um aproveitar de mão de obra gratuita?
Estas atitudes colocam o futuro da profissão em risco.
Consultem informação em AIGA.org e vejam o vídeo…
SPEC WORK NO…
Pessoal como ex “Estágiario” não remunerado desta pobre empresa tenho que deixar o meu comentário.
Estes gajos são uns autênticos exploradores, usurpadores do talento dos recém licenciados. Eles falam de sucesso e que ficam os melhores, eu digo o contrário, ficam sim as pessoas que não têm voz, que não falam e que se sujeitam a trabalho não remunerado, e que os que preferem receber 500 euros por 12 horas de trabalho mais fins de semana e feriados. O Amandio Pereira dono desta empresa é uma pessoa sem ética pois o sucesso que ele tem é devido a um grande designer PEDRO SOUSA que como muitos preferiu desistir desta medíocre empresa devido a este tipo de atitudes. A Boca do Lobo como empresa sobrevive graças aos produtos deste designer, pois as peças criadas depois dele são autênticos plagio como este cartaz.
Como eu acreditem que existe muitas pessoas que ja estiveram lá e só têm a dizer mal.
É preciso continuar a relatar estes casos. O trabalho especulativo não a ninguém.
Existem órgão no País ligados ao Design, divulguem.
Os órgãos no País ligados ao Design também já estão minados. Esse é que é o problema. Devemos chegar às instâncias governativas.
“Eles falam de sucesso e que ficam os melhores, eu digo o contrário, ficam sim as pessoas que não têm voz, que não falam(…)”
Não ficaste?? É pena, e quem fica lá não são os que não têm voz, são no mínimo os que têm talento. Toma rennie que isso passa!
Carissima Inês o problema aqui é usufruir do trabalho gratuito, acha normal?
Principalmente através de uma empresa que anuncia grandes volumes de facturação. Não é normal pagar o serviço que se contrata ou agora é tudo um workshop.
Quando quiser uma casa nova, chamo 100 trolhas para um workshop e no final pago ao mais talentoso…
Inteligencia sem moralidade é chico-espertismo…
O meu único apontamento foi relativamente ao facto de as “pessoas q ficam nao serem as melhores e que quem fica não fala”. Não é assim.
Relativamente ao resto não me pronunciei.
Carissima Inês, tem toda a razão. As minhas desculpas.
Não estamos aqui para ver quem é melhor ou pior.
Relativamente ao trabalho ser pago ou gratuito tem alguma opinião para compartilhar.
Why is spec work unethical?
The designer in essence works free of charge and with an often falsely advertised, overinflated promise for future employment; or is given other insufficient forms of compensation. Usually these glorified prizes or “carrots” appear tantalizing for creative communicators just starting out, ending with encouraging examples like “good for your portfolio” or “gain recognition.” The reality is that they often yield little extra work, profit or referrals. Moreover they often must sign a contract unwittingly waiving their valuable creative rights and ownership of their work to the ones promoting this system.
A verbal agreement is ineffective in protecting the rights of the designer in a court of law. As a result the client/employer will often employ other designers using similar unprincipled tactics to change and/or resell the creative work as their own. This also promotes the practice of designers ridiculously undercharging themselves in the hopes of “outbidding” any potential rivals, devaluing both their skills and those of the graphics industry in the process. Promoting this method encourages some clients/employers to continue preying on uninformed creatives for menially valued labor.
Say NO to SPEC WORK
e já viram os preços das peças deles? e os discursos colados a intelectuais de primeira linha que citam em entrevistas?
O que é pouco ético é usufruir de mão-de-obra gratuita. É claro que em tempo de crise haverá sempre gente a lutar por uma migalha.
Este tipo de trabalho especulativo deveria ser rejeitado pelos designers, ceder para estas iniciativas é fazer do futuro da profissão um poço de maiores dificuldades.
A tendência é que cada vez mais existam iniciativas destas, mas pensem, se ninguém aderir a elas a política de remunerações têm de mudar.
Nos Estados Unidos os funcionários metalúrgicos lutaram durante anos para terem um sindicato forte e capaz de defender a sua classe, nos dias de hoje é a classe com mais regalias.
Pesquisem na internet por: SPEC WORK, leiam para perceber onde reside o problema.
A inteligência sem moralidade não é mais do que chico-espertismo.
Olá a todos , não faz parte do meu estilo , entrar no BATE BOCA , mas desta vez tenho de intervir por ver o meu nome aqui no meio.
A liberdade de expressão é um direito de todos, mas a liberdade da gestao da MDG é minha enquanto CEO da empresa.
Só estão e estarão dentro da nossa equipa aqueles que acreditarem nos nossos valores e filosofia de empresa.
Os que sairam, foi porque não estavam a lutar pelo mesmo que nós , e não fazem falta . Os que passaram e não ficaram foi porque nao tiveram talento nem tenacidade suficiente para lutar pelo que acreditam.
A MENINADESIGN GROUP em 8 anos tem uma historia que não bate certo com os estes comentarios .
Orgulhamo-nos muito do nosso passado e estamos ainda mais confiantes do nosso FUTURO.
Portugal precisava de muitas mais empresas assim , que empregam mais de 40 pessoas , muitos designers e muitos marketers e que leva uma imagem do design PORTUGUES a todo mundo .
Se estas empresas existissem , não precisariamos destas iniciativas para a inserção dos designers no mercado de trabalho , porque era sinal que todos estavam a trabalhar .
Não nos intimidamos nem nos escondemos das nossas iniciativas , são livres e só para quem quiser e acreditar.
Infelizmente são tantas centenas sem oportunidade que já temos mais de 130 pessoas inscritas no DESIGN GERAL
ESTA É SÓ MAIS UMA VITORIA DA MENINADESIGN , espero que daqui saiam bons produtos e bons profissionais , para que as nossas marcas possam continuar a ganhar guerras lá fora , e deixar de guerras cá dentro .
A quem passou e não ficou na nossa empresa foi porque nao mereceram , mas se mereciam vai ser muito fácil encontrar oportunidades no mercado de trabalho , se meterem no curriculo que passaram pela MD
Convido todos a seguirem a iniciativa no FACEBOOK e estar atento aos resultados nos jornais e TV .
Vejam a extraordinária MILLIONAIRE a peça a ser apresentada em amsterdam daqui a dias , desenhada pelo João Lopes.
Visitem o novo e fresco site da delightfull , onde encontram peças desenhadas no ultimo workshop
Vejam a promissora marca BRABBU http://www.brabbu.com que tem como responsaveis do design a SARA E RITA que saíram do ultimo workshop de verão .
ESTAS NOSSAS VITÓRIAS SÃO O QUE NOS FAZ ACREDITAR QUE FAZEMOS O QUE ESTÁ CORRETO
VAMOS CONTINUAR ALTAMENTE FOCADOS
DESIGNING OUR FUTURE
AMANDIO PEREIRA | CEO MENINADESIGN GROUP
Quantas vitórias se devem à vista grossa da ACT e da poupança bestial em ordenados e contribuições para a Segurança Social daí decorrentes?
“A MENINADESIGN GROUP em 8 anos tem uma historia que não bate certo com os estes comentarios.”
Não posso deixar de ficar impressionado com esta linha quando a fama do Grupo Menina Design, entre designers, é cada vez pior e vergonhosa! Cada vez são mais os relatos que vêm a público de designers (estagiários) que são explorados por este grupo que se diz defensor dos direitos dos designers e do design português!! É inacreditável e vergonhoso!!
E claro, não falando dos workshops da Menina Design e da vaga que anunciaram publicamente, enviando extensos questionários e dando falsas esperanças aos jovens designers à procura de uma futuro melhor e que “acreditavam nos valores e na filosofia desta empresa”. . . tudo isto para depois se aperceberem que afinal o que contava era ir aos workshops porque lá é que se encontram grandes talentos!!!
Depois destas tristes figuras vêm agora falar de direitos dos designers e apelar a mais uma exploração gratuita para o grupo Menina Design!!!
Às 130 pessoas inscritas nesta acção, só posso dizer: Tomem juízo e vejam o que realmente esta empresa pretende com tudo isto! Não sejam mais explorados, defendam o design e o design português com o vosso trabalho e com as vossas próprias acções!
Não estão 130 inscritos. Estão 10 no máximo. LOL
Um workshop, ou até qualquer formação, tem como objectivo principal ensinar/aprender, transmitir/receber conhecimento. Os melhores resultados poderão ser utilizados para o mercado real, com a devida remuneração a quem o desenvolveu. Mas o MDG assume a postura de quem apenas dá e nada recebe. De quem luta para salvar uma causa comum, como se fosse o único objectivo. Que bons samaritanos! A verdade é que a partir do momento em que todos os inscritos trabalham directamente para a produtividade da empresa, com o seu próprio material, às suas próprias custas (deslocação, alimentação, estadia) estão a ser explorados. É importante receber experiência mas também a estão a dar e, na prática, a pagar por isso!
Mais uma vez, numa formação os trabalhos nunca devem ser utilizados para benefício/lucro da própria empresa, a não ser com os devidos protocolos estabelecidos.
Sim, há muitos inscritos, até porque nesta altura, infelizmente, há muitos desempregados. É melhor do que nada, mas não deixa de ser exploração.
opa, oh amandio vai-te encher de moscas….
Escreves um texto para tentares remediar o impossivel e terminas mais uma vez com promoção ao que é teu?
Eu nem sou da área e ver comentários destes deixa-me tremendamente mal disposto…
sei la.
“A liberdade de expressão é um direito de todos, mas a liberdade da gestao da MDG é minha enquanto CEO da empresa.” – Sim Amandio, todos nós que trabalhámos para sí sabemos o quão autoritário e cheio de si é, ao ponto de se contradizer em poucas horas.
Quanto aos valores da empresa são os da exploração do jovem designer, acabado de sair do curso e que ainda não conhece o antro que vocês são. O impulsionamento do trabalho não pago, mesmo quando existe a criação de novos modelos e produtos.
Os 8 anos da MeninaDesign não batem certo com os comentários? Pedro Sousa, diz-lhe alguma coisa?
Tire esse fatinho, estilo Armani, com que se gosta de impor (e tire também o lencinho à panisga com que se apresenta no Palácio, cada vez que vem a Portugal) e vista aquilo que o identifica. Uma t-shirt de manga cava, calças de fato de treino e um “tenes” da nike. Você não passa de um bimbo com a mania que tem algo de especial.
Correctíssimo!!!!!!
Ganha vergonha na cara pah
“valores” diz o amandio
falta deles digo eu
é claro que um gajo como tu tem que ter orgulho do trabalho que desenvolveu
é uma questão de coerência lol
Em Portugal as várias associações de design, não falam de SPEC WORK, mas deviam. Porque o futuro da profissão está em risco.
Consultem informação em AIGA.org e vejam o vídeo…
SPEC WORK NO…
O senhor Amândio Pereira devia ser preso.
A menina, devo dizer-lhe, é uma grande ****. E não fosse a miséria de execução gráfica, a imbecilidade conceptual e a mais que provável escumalha que toma por companhia, teria pena ao vê-la baixar as calcinhas em público e a oferecer-se por tão pouco. Mas sendo assim, digo-lhe apenas para fazer um rolo bem espesso e volumoso com o seu estágio não-remunerado, cubrindo-o com uma camada de sentido de humor rugoso e outra desse grosso oportunismo, claramente tão ao seu gosto. De seguida introduza-o bem profundamente no degredo da sua existência. Uma pequena satisfação para uma existência, decerto, breve.
“Visitem o novo e fresco site da delightfull , onde encontram peças desenhadas no ultimo workshop”
É preciso estar muito à vontade com este sistema de angariação e exploração de ideias a custo zero (e não me venham dizer que “ah e tal podem ficar nos quadros da empresa” que em 100 fica 1, se ficar)
Uma empresa que cobra 19 000 € por um aparador, podia muito bem pagar as ideias que angaria nesses “workshops contra a crise”. Contra a crise da MDG só se for !
e este tal amandio é convidado desde 2008 pela ESAD — escola superior de artes e design de matosinhos, a dar aulas lá…
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com “professores” assim, uma pessoa nem fica muito triste em não ter dinheiro para pagar propinas para “aprender”…
afinal quem anda a ensinar (?) e o que (?) às novas gerações, sedentas de conhecimento ?
tristes sedes colmatadas com o “desenrascanço” de fazer-se a vidinha miserável que já podre nos oferecem (não só a merkel, nem o coelho, mas também o “professor” amandio) ! … sem haver qualquer tipo de consciência e atitude crítica em relação a tanta podridão.
mais vale uma pessoa comer pouco, mas alimentar-se bem… e guardar um pouco para o vinho, claro.
é preciso vinho neste porto frio que tem muita coisa podre mas também ouro à vista e por descobrir.
A especulação do trabalho “Spec Work” é um método comum em todo o mundo, principalmente nas áreas criativas como o Design. O problema está em as pessoas aceitarem ou não ser especuladas pelo seu trabalho.
Isto não poem em causa a qualidade dos produtos das empresas nem o seu sucesso de vendas, apenas se conseguem-se financiar de mão-de-obra mais barata ou gratuita, e em tempos de crise as pessoas aceitam (daí a crise não ser por acaso). Um mercado especulativo só vai contribuir para que os Designers tenham cada vez menos rendimentos.
Nos EUA durante anos pagou-se ordenados enormes a pilotos aéreos, as companhias para baixarem os ordenados começaram a incentivar muita gente a tirar o brevet de pilotagem criando para isso mais escolas, cobravam preços altos pela formação e no final havia mais pilotos que o necessário. Acabaram por conseguir descer significativamente os ordenados e ainda deixaram os futuros pilotos penhorados a pagar um curso que lhes trará menos rentabilidade.
Nada neste mundo acontece por acaso, em qualquer situação é necessário ver quem lucra com isso.
Quando muitos perdem, uns poucos ganham e muito.
Se alguém tira uma formação numa universidade credível, será um profissional sem experiência, como tal poderá receber menos mas deverá sempre ser pago pelo seu trabalho.
Quando dizem que um designer sai verde da universidade e não sabe nada logo não merece remuneração, estão a dizer que a universidade não tem credibilidade nenhuma. Mas as universidades aceitam isso, desde que tenham lá alunos para pagar a mensalidade. Mas quando tiverem menos já se vão preocupar. It´s just business.
Uma empregada de limpeza poderá ganhar pouco, mas tem de ser paga. Agora imaginem que eu tenho um Hotel e preciso de mão-de-obra para o limpar, poderia abrir um estágio para ver qual a melhor empregada de limpeza. Depois de limparem tudo escolhia uma, dava emprego durante 3 a 6 meses e tinha conseguido limpar um hotel gratuitamente. Ótimo, não? Mas para quem? Para o País, para a empregada ou para a empresa?
Se isto não faz sentido, também não fará para um designer.
Portugal ainda tem uma grande falha, porque não existe uma entidade capaz de defender os direitos desta classe, além disso, muitos acham estes workshops e concursos normais. Na realidade é apenas uma maneira de obter mão-de-obra gratuita.
Se uma empresa tem um produto extremamente rentável e consegue vende-lo bem, não significa que esteja a formar excelentes designers, dai não ser um negócio benéfico para ambos.
Não preciso dizer que no passado trabalhava-se a troco de comida e dormida e se alguém reclama-se era castigado. Hoje o castigo é outro, o endividamento. As pessoas são obrigadas a tudo porque estão endividadas. É escravatura do seculo XXI.
Se a empresa é rentável os Designers só tem de a convencer a pagar melhor. In the end of day is just business. O que falta aos Designers em Portugal é saber negociar, e não se deixarem intimidar.
O que se pode fazer pelo Design em Portugal? Todos Designers podem perguntar ás entidades competentes, o que acham do “Spec Work” e debater o assunto. Para que no futuro não achem normal que se tenha por exemplo 100 pessoas a trabalhar durante 8 dias sem qualquer tipo de remuneração.
Imaginem que mesmo que não se pague por mão-de-obra qualificada, mas por exemplo 2€/hora 2x8horas= 16€ x 8 dias= 128,00€ x 100 pessoas: 12800,00€ para 100 pessoas em 8 dias de trabalho. Este dinheiro fica na empresa e não circula na economia, logo não beneficia o País em nada, apenas a empresa.
As pessoas não conseguem perceber isso porque são inexperientes e procuram os 5 minutos de fama prejudicando-se a elas mesmas. Claro está que no final algum dos 100 pode ficar na empresa mas e os outros 99, trabalharam de borla?
Ninguém se faz Designer em 8 dias, são precisos anos de experiência para ser reconhecido, mas muita gente só procura o glamour da profissão, só que 90% é suor e lágrimas, que mais uma vez digo, devem ser pagas.
Todos os casos de Spec Work devem ser expostos. É muito importante para que existam profissões credíveis no futuro.
Onde é que eu assino!? É que nada do que eu possa dizer vai acrescentar algo de “novo” a tudo o que já foi dito aqui.
Embora não tenha estagiado na “tão prestigiada” Menina Design Group (Graças a Deus!), conheço a palhaçada que eles andam a fazer de muito perto. E mete nojo! Não há expressão melhor.
Como é que eles não hão-de enriquecer!? Ora eu chego ali ao AKI e compro umas tábuas de MDF, moldo numa m**da qualquer toda bonitinha, de preferência até copio o mobiliário dos outros que dá menos trabalho, digo que é feito de material XPTO, que é tudo feito “com os melhores artesãos portugueses”, chamo-lhe mobiliário de luxo e vendo por uns milhares aquilo que me custou umas dezenas. A cada seis meses metem cerca de 15/20 estagiários a trabalhar de borla, com promessas de um futuro brilhante, enchem-lhes o cérebro de ladaínhas bonitinhas “alla Sr. Amândio Pereira” e os coitados acreditam que ele é o Steve Jobs português – e ele mesmo deve acreditar nisso de peito feito! – (quem lhe dera!), passam o dia a criar bases de dados para o Boss lucrar, passam o dia a fazer publicidade gratuita no facebook, blogs e redes sociais (o trabalho seca que ele e os lacaios dele não querem fazer) e feitas bem as contas, o que é que ele gastou!? Quase nada! Que designers é que ele valorizou e que parte do Design Português é que ele elevou!? ZERO!!
Quanto é que ele ganhou!? Milhares… E ao fim de seis meses, ficam os que lhe baixam as calças e trabalham como escravos…e que entrem mais 15 ou 20 para continuar o trabalho sujo.
É bom que as universidades preparem os alunos na hora de lhes falarem das empresas de design em Portugal.
Se tudo o que aqui está exposto é verdade é um caso grave !
Há que enviar o caso para as autoridades governamentais investigarem e se a empresa utilza dinheiros ou instalaçoes publicas ainda pior. Não se pode passar impune quando se tem atitudes destas
O problema é que os estágios curriculares não remunerados (entre outras ações de “formação”) são legais! As pessoas que trabalham ou trabalharam nessa empresa de forma ilegal (pois houve quem lá trabalhasse sem contrato e sem descontos para a Segurança Social) não quiseram denunciar na altura e agora essas situações são difíceis de provar. O que há a fazer, na minha opinião, é sensibilizar toda a gente para que NÃO ACEITEM condições destas.
É verdade… Se na Boca do Lobo / Menina Design vos prometerem emprego com um salário baixo, mas vierem com a história de que vos pagam comissões para completar o vosso vencimento.. Esqueçam, é treta. Os gajos depois inventam mil desculpas para não pagarem comissões que vos são devidas, das vendas que VOCÊS fizeram.
Os estágios não-curriculares com mais de um mês (se não me engano) por lei, devem ser remunerados. E eles próprios usam a terminologia de estágio, a propósito do período de aprendizagem antes do workshop de Verão e deste. Portanto, o que fazem é ilegal.
O Palácio das Artes não é do Estado! Pertence a uma instituição privada.
os estágios não remunerados, por lei, infelizmente podem ser até 3 meses. Portanto em relação a isso, não há nada a fazer contra esta empresa. Mas sei de gente que trabalha na MDG sem contrato e sem descontar
É preciso colocar em todos os morais de associações, universidades e órgãos ligados ao Design a pergunta: O que acham do Spec Work?
Também podemos questionar as universidades por que razão o estágio não é remunerado quando a formação é certificada. Será que quando as empresas dizem que os Designers não sabem nada deveríamos pedir o reembolso à universidade?
O caracter do jovem Designer tem de ser forte e não ter medo dos ditos grandes empresários, porque ninguém é grande. Uns têm mais sucesso e outros menos, uns mais dinheiro e outros menos. Mas se for injusto, incorreto e oportunista não serve de nada. Pode fechar ou falir e dedicar-se ao golf. No Brasil e não só, durante anos centenas de escravos contribuíam para o enriquecimento dos seus donos e em que isso contribui para a sociedade? Será que paralelismo de comportamento não gera revolta?
O texto do cartaz da greve devia passar de greve geral para REVOLTA GERAL e todos irem para a porta de empresas como esta, mostrar a indignação.
A especulação é prática comum nos mercados financeiros, nos últimos anos tem passado para as profissões o que irá acontecer no futuro é bastante pior. Por isso é necessário colocar um travão enquanto é tempo.
Quanto ao facto de o edifício poder pertencer ao Estado o caso é mais grave ainda. Estamos a falar do incentivo à precariedade e isso não pode ser tolerado.
“The world is changing very fast. Big will not beat small anymore. It will be the fast beating the slow.”
REPARAÇÃO GERAL
A todos os picheleiros, pintores, trolhas… não têm o que fazer no feriado? Venham cá a casa fazer umas reparações em regime de WORKSHOP.
Não fique no sofá, temos muito para lhe ensinar.
No final do dia temos pão fresco d´ontem, deixado pelo padeiro que veio cá fazer um WORSHOP de pastelaria…
PS – Tragam as vossas ferramentas e materiais.
https://www.facebook.com/specworkno/posts/186006098155879?ref=notif¬if_t=like#!/specworkno
Estagiei na Menina Design e tudo o que se diz aqui é verdade. São sanguessugas de estagiários e ainda os tratam mal. A primeira coleção deles era completamente copiada… Nem sei se essa vergonha ainda está disponível para consulta no site.
Os licenciados que lá trabalham são extremamente mal pagos (isto quando recebem alguma coisa…), além de constantemente pressionados para trabalharem fora de horas ou aos fins de semana. Os carpinteiros, por sua vez, não trabalham nem uma hora a mais se essa hora não lhes for paga… Irónico, não é? Alguns destes “artesãos” nem o 9º ano têm, mas recebem mais que um licenciado.
Podia contar muitas histórias sobre esta empresa… Mas antes que o Sr. Amândio Pereira me venha chamar ressabiado, acrescento que tive a possibilidade de ficar lá a trabalhar e recusei. Pela ordem de ideias que ele expõe, deve ser porque arranjei um emprego melhor… E foi mesmo.
Se foi vitima de Spec Work, divulgue na nossa pagina ou nas páginas das entidades relacionadas com o Design em Portugal. Esta forma de exploração tem de acabar.
Diga quantas horas trabalhou o que fez e qual a remuneração.
Os artesãos que lá trabalham ganham pouco mais de 600 euros…
Então ganham mais, mensalmente, do que certos estagiários que por lá passaram… Isto já para não falar da diferença de valor por hora… Sim, porque os “artesãos”, quando chega à sua hora de saída, das duas, uma: ou vão para casa, como qualquer trabalhador normal, ou apontam numa folhinha as horas extraordinárias que fazem, e a Menina Design paga-lhes (“em negro”, ou seja, fugindo ao fisco).
Os estagiários, por sua vez, são sempre pressionados para trabalharem mais e mais horas, até aos feriados e fins de semana, e não recebem mais por isso. Na Menina Design, os “artesãos” são bem menos explorados do que as pessoas com formação superior… isto na minha opinião.
A propósito do pagamento de artesãos e designers:
http://ressabiator.wordpress.com/2011/03/21/a-qualificacao/
Não discordo! Mas os artesãos também se queixam nas costas do patrão
E o trabalho de um artesão também não é fácil. E se ganham mais é porque também têm muitos anos de experiência, já para não falar famílias, filhos e responsabilidades extra. E na minha opinião ganham muito pouco. O problema não é o que pagam aos artesãos, mas sim o que pagam aos estagiários.
Todos os casos de exploração devem ser tornados públicos, para que as pessoas possam saber com o que contam.
É muito importante para o futuro da profissão.
Carissiomos, aqui deviamos também defender os artesãos e não apenas os estagiários. Esses mesmos artesãos que a Menina design e boca do lobo constantemente argumentam e vendem para a imprensa, dizendo que recuperam a vida dos artesãso quando na verdade a maior parte dos artesãos não recebem, são também explorados. mas como diz a boca do lobo recuperamos a vida de muitos artesãos que antes não tinham trabalho. infelizmente esta empresa diz uma coisa faz outra não tem qualquer ética ou responsabilidade social. è mesmo o banho da cobra em todos os sentidos, ou deveriamos dizer quem com a menina design se envolver fica literalmente na boca do lobo ?
“DESIGN GERAL” – MANIFESTO DA VERDADE.
Eis um bom nome para UMA PÁGINA DO FACEBOOK. CRIEM UMA, (como eles fazem quando dizem que criam marcas) e falem lá abertamente sobre tudo. Tenho quase a certeza que não será muito dificil chegar aos 1000 FANS!!!! Aqui vão aparecer de certeza uma quantidade enorme de ex-estagiários e clientes que se sentem insatisfeitos com o trabalho destes auto-denominados “senhores do design”… na Portugal Brands por exemplo. Tenho falado com tanta, mas tanta gente que não os pode ver à frente… enfim!!!!
Deixem-me que vos diga esta frase: “Enquanto estiverem a trabalhar ou a pensar para a Menina Design Group, não estão a pensar nos projectos deles pessoais”. Esta frase é defendida pelo menino Amândio Pereira.
NÃO PERCAM TEMPO COM ELES (é o que “ele” pretende) e TENHAM IMENSO, MAS MESMO MUITO CUIDADO.
Tenho pena de alguns que lá estão, pois chegará o dia em que serão pontapeados como foi o GRANDE E COLOSSAL PEDRO SOUSA!!! Esse sim, é um GRANDE DESIGNER. O resto?!! Sei tanto, mas tanto, que não perco muito mais tempo com quem não merece. Estejam atentos.
Até um dia… no TOPO DO MUNDO. Espero-vos lá.
É linda a forma como eles assinam: “We LOBO you.” Lol. No meu tempo não eram tão azeiteiros (ainda).
Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe…
Perguntem à faculdade onde tiraram o curso, quando não vos querem pagar estágios de 8 dias por serem “verdes” quem vos engana, o empregador ou a faculdade?
Conhecem estas pessoas de algum lado – do Facebook, por exemplo?
Amanda Martin; Catherine Leccia; Claire Foward; Clare Phyta; Nathalie Gustaff; Emily Taylor; Isabella Macheatoutti…??
Pois bem, não existem. Não passam de personagens fictícias geridas por estagiários ou ex estagiários a tentar ganhar um lugar ao sol na empresa, promovendo a empresa de maneira camuflada. Mais uma iniciativa para “elevar o design ao mais alto nível”.
Estas personagens fictícias servem para spammar os murais no Facebook e outros sites sociais com os produtos deles. Isto funciona? Muito pouco. O problema não é esse, pois muitas empresas adoptam o mesmo esquema; por um lado, é seguro, mantendo o anonimato e por outro lado, o Facebook fechando a conta, abre-se outra conta fictícia e está resolvido o problema. O mais grave é usarem os “workshoppers” apenas e exclusivamente para pesquisa de mercado e spamm em redes sociais. Torna o “trabalho” moroso e não se aprende pevas. Acho ser benéfico fazer alguma coisa útil durante o dia em vez de alapar o cu no sofá o dia inteiro e mandar CV’s em massa, CV’S estes que a maior parte não são lidos. O único problema é, por um lado, não aproveitarem as capacidades de quem se submete a este tipo de “oportunidade”, e por outro não serem pagos por um trabalho que devia ser exclusivamente de quem lá trabalha e recebe. Acho que se pode aprender alguma coisa na Menina Design, mas acho que 15 dias lá chega e sobra.
Aquilo que devemos lutar é contra a mão-de-obra gratuita. De resto a empresa tem um produto (goste-se ou não) que exporta bem, segundo os números anunciados pela própria empresa, conta com mão-de-obra sobretudo nacional e contribui para o crescimento da economia.
O problema está em se financiar com mão-de-obra barata ou gratuita, uma espécie de mastiga e deita fora designers recém licenciados, só para terem no currículo que estagiaram na dita empresa. Daqui a uns anos ninguém quer ser designer, as faculdades não venderão cursos, e os ditos técnicos de design com formações de um ano invadirão o mercado.
Um curso que custa X€ é um investimento, que terá de ser rentabilizado nos primeiros anos de trabalho, se não for não compensa. As faculdades são parte interessada em lutar contra a mão-de-obra gratuita, senão no futuro não têm alunos.
Imaginem 1 curso (mensalidade, deslocações, material…) que custa 25000,00€ durante 3 anos, dá 695,00€ / mês. Imaginem que vão pagar o curso nos 3 primeiros anos de trabalho, tem de ganhar por mês 695,00€ só para abater, se quiserem comer, dormir… é preciso mais ou não? Alargando a amortização do curso para 6 anos, são 347,00€ por mês. Isto meus amigos, sem juros para quem tem financiamento paterno ou próprio se for o banco a pagar contém com mais dinheiro.
Há países da Europa em que os estados financiam os cursos a 100% e têm emprego garantido com parte do salário para o estado amortizando o curso. Ou seja, o estado investe porque acredita. Em Portugal é um logro, todos exploram. Faculdades e patrões.
Agora imaginem que o empregador diz que não merecem remuneração, ou então só merecem 500,00€ muitas vezes a recibos verdes.
Alguém vos anda a enganar. O maior negócio das faculdades é vender cursos ( it´s just a business) as empresas (nem todas) querem esmifrar ao máximo os designers.
Aprendam a fazer contas para exigirem o que merecem. Pelo menos que paguem os vossos cursos. Senão mais vale pegar nos 25000,00€ e comprar uma casa em leilão do banco e alugar por 350,00€ e vão fazer outra coisa.
EXIJAM REMUNERAÇÃO, AS ENTIDADES QUE DEFENDEM O DESIGN EM PORTUGAL TEM DE TOMAR UMA POSIÇÃO. MANDEM EMAIL´S, FAÇAM PERGUNTAS. NÃO SE DEIXEM ENGANAR. ABRAM OS OLHOS PORQUE VOS ANDAM A COMER O DINHEIRO DESDE O DIA QUE ENTRAM NA FACULDADE.
[...] semana passada, já tinha demonstrado aqui a minha perplexidade perante um cartaz dos Menina Design Group promovendo uma espécie de [...]
Caro Curioso,
Os “artesãos” não ganham mais por terem muitos anos de experiência (alguns eram miúdos quando lá trabalhei), nem por terem “família e outras responsabilidades”. Ganham mais porque são minimamente unidos e nenhum carpinteiro aceitaria trabalhar por menos de X€ por hora, e muito menos não receber as horas extraordinárias. Não havendo mais ninguém para fazer o trabalho, a empresa tem de os contratar nas condições que eles exigem.
Esta é uma união que, infelizmente, não encontro nos designers nem nos marketeers.
Percebi mal o que me disse então. Pensei que se estava a queixar pelo facto dos artesãos ganharem mais, ponto. Estamos esclarecidos em relação a essa questão, e concordo consigo. a união sem dúvida faz a força e neste caso dos “artesãos” funciona porque são poucos. Em relação aos Marketeers e Designers a coisa muda um pouco de figura uma vez que nestes últimos anos saíram muitos para o mercado de trabalho. Tem que haver sem dúvida união, mas é bem mais difícil lá chegar.
Os artesãos querem uma justa remuneração pelo seu trabalho, não vão em tretas.
Muitos dos Designers e Marketeers (normalmente recém licenciados) querem os 5 minutos de fama, que algumas empresas sabem encenar, com festas “divertidas” uma espécie de grupo de amigos onde uns dão tudo e outros nada.
Enquanto estudantes estão habituados a esse tipo de atitudes, não estranham quando os “patrões” se colocam como uma espécie de irmão mais velho que dá bons concelhos… TUDO TRETAS
Enquanto dás alguma coisa à empresa, és o maior. Depois de bem mastigado és escarrado numa qualquer valeta.
Quando forem comprar alguma coisa, em vez de pagarem com dinheiro, cartão, cheque… experimenta pagar com promessas, pode ser que aceitem…
Também se podem pagar cursos nas faculdades, com o argumento: Só pago se tiver trabalho remunerado?
Não é isso que certas empresas fazem? Só pagam se aquilo que desenhas vende?
Quem anda a enganar os Designers?
Esta empresa é a verdadeira vergonha para o design português e para os empreendedores. Expeculação ao mais alto nivel, falta de dignidade, falta de honestidade, já para não falar da falta de qualidade dos produtos e serviços. E ainda recebem dinheiros do Cren e de outras instituições para sustentar esta palhaçada.
Atenção: tenho estado a usar o nick “Ex-menina”, mas este comentário não é meu.
E o que acham se contextualizar-mos neste debate, o que o Seth Godin defende neste vídeo:
http://vimeo.com/20290657
Sou advogado de direito do trabalho e tenho um familiar nesta situação. Pela discrição isto é mais do que precariedade; é verdadeiro trabalho escravo. Mas em vez de escreverem em blogs, os “ex-estagiários” devem denunciar a situação junto da AUTORIDADE PARA AS CONDIÇÕES DO TRABALHO, bastando para isso aceder ao site http://www.act.gov.pt e, no canto inferior direito, aceder ao link “queixas e denúncias”. A queixa pode ser feita requerendo anonimato. A ACT fará uma inspecção ao local e aplicará uma coima. Cada denúncia corresponderá a um novo processo. A empresa será considerada reincidente por cada novo caso reportado, sendo as coimas seguintes agravadas. A única forma de estes “esquemas” deixarem de compensar é atacar as empresas onde doi mais: na carteira! Acreditem que estas instituições estatais funcionam mas, para isso, têm de ter conhecimento das situações.
Caro António Vaz, muito obrigado por partilhar essa afirmação.
Vou partilhar a mesma.
Obrigado.
Anuncio colocado no site cargadetrabalhos
http://www.douroalliance.org/images/noticias/regulamento_rn2012.pdf
Mais um belíssimo exemplo do recurso a concursos para
poupar no orçamento, e pôr umas centenas de pessoas a trabalhar de borla, por um prémio que é, nada mais nada menos, a possibilidade realizar um cartaz publicitário por 400 euros, durante os meses de Abril e Maio. Choruda remuneração…
Pergunto ao António Vaz se haverá algum enquadramento legal que possa punir situações como esta?
Todas as criticas negativas aqui deixadas a esta empresa, onde já trabalhei, são absolutamente verdade. Acreditei no discurso do bandido e trabalhei arduamente pelas marcas desta empresa, a troco de nada. Emfim… serviu para aprender a lição
António Vaz – anónimo onde? quando vou a http://www.act.gov.pt/%28pt-PT%29/Itens/QueixasDenuncias/Paginas/default.aspx só vejo uma área de login/password – se fosse realmente anónimo, a denúncia poderia ser feita sem login, não é mesmo? (e mesmo assim, não duvido nada que eles arquivem os ips de quem acede)
eu tambem ja fiz. não é anonimo para o ACT, tens sempre que dar os teus dados. No entanto, a empresa nunca saberá que foste tu que fizeste a queixa.
A todos aqueles que encontrarem este post (especialmente aos que encontraram este post antes de entrarem nesta “empresa”), fica um aviso, de alguém que fala por experiência própria.
Não pensem que todos estes comentários são de gente que não quer e/ou não sabe trabalhar. Não! Estes comentários são de dois tipos de pessoas: pessoas que foram usadas, abusadas e deitadas fora e/ou de pessoas que não se submeteram à vontade destes canalhas que usam o trabalho escravo para conseguirem uma rápida ascensão da/na empresa.
Um comentário ao meu antigo patrão (se estiver a ler isto). Amândio, continue com esta politica e daqui a algumas décadas (se a MDG sobreviver tanto tempo) e nessa altura seremos nós, os excluídos, os donos/sócios/fundadores de gente com quem você vai querer trabalhar. Pense nisso. Pense também que dificilmente alguém esquece a forma como vocês tratam os vossos subalternos.
Porque ao contrário do que diz, não focam os melhores, ficam os que sabem abusar mais ou os que aceitam tudo.
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=538526&tm=6&layout=122&visual=61
Bem! Acho que dei com esta página no devido tempo! É que eu respondi ao recrutamento deles, em que dizia que era para estágio profissional, respondi ao longo questionário, despendendo do meu tempo… e sim, fui seleccionada. E agora dizem-me que é estágio de 3 meses não remunerado. Estava tentada a ir porque, como alguns mencionaram, acreditei no discurso que me venderam. Depois de ler tudo isto já não me apanham lá. Por isso obrigado!
Basta fazerem uma pesquisa no Google por algo como “estágio menina design” para encontrarem um relatório de estágio muito “engraçado”. Há um ex-estagiário da MD que refere que trabalhava 12 horas por dia, juntamente com mais umas 20 pessoas… Que, afinal, eram quase todos estagiários como ele, apesar de terem “excelentes currículos”. O estudante refere ainda, embora não de uma forma directa, o mau ambiente que se vive nessa empresa, precisamente porque em 20 estagiários, só um fica lá a trabalhar. Tenham muito cuidado.
Fica aqui algo que o Sr. Amândio deveria ler…
http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2591125&opiniao=Alberto+Castro
Fica aqui um pequeno exemplo de como funcionan as coisas dentro da menina design, nomeadamente as constantes pressões para trabalhar em horário extra-laboral a custo zero:
“por razões claras de INCOMPRIMENTO DE OBJETIVOS, pelo atraso constante e despreocupação por parte de muitos elementos do GRUPO,
o Amandio e Ana pediram para enviar este email e exigir a todos sem excepção que venham trabalhar nos próximos 2 sábados das 9h30 às 14horas sem atrasos, com foco nos mercados para compensar os números desastrosos que têm aparecido.
O Amandio e Ana gostariam também de receber uma justificação crítica construtiva por parte de todos aqueles que continuam a entregar resultados MAUS, e que vivem bem com isso.
A enviar até amanhã, 22 horas.
Os objectivos não são para ler, mas para serem alcançados.”
e não há nada que se possa fazer legalmente para se fechar as portas desta Menina Design definitivamente, e impedir que estes “gestores” sejam impedidos de continuar nesta “actividade”?
Nitrofurano, o problema é que a MeninaDesign é extremamente bem conectada (“Tá cheia de connects” como se costuma dizer).
Para além de amiguinhos na RTP e na TimeOut do Porto, esta gente tem conexões no IEFP de Gondomar (a quem tratam por tu) e com a Fundação da Juventude.
Esta ultima – Fundação da Juventude – é a entidade responsável pela gestão do local onde a grande maioria dos estagiários trabalha: Palácio das Artes, no Largo de S.Domingos, Porto (no andar logo acima ao DOP).
Com estas ligações, a Fundação da Juventude e o IEFP conseguem obter os números que lhes são necessários para mostrarem o quão bem fazem o seu trabalho. Mas o problema é mesmo esse, são apenas números.
Por alguma coisa será que numa empresa que vai agora para o seu 10º de existência, o funcionário mais antigo não tenha sequer 4 anos de casa. Os únicos com mais tempo são os sócios fundadores (que eram originalmente 3, incluindo o designer Pedro Sousa, mas agora são só 2).
Posto isto, acho que se consegue perceber a ralé que lá anda. E o pior é que alguns membros da “chefia” são pessoas sem capacidade de expressão e cumprem cada ordem do mestre Amandio.
Entre um governo que faz o mal e o povo que o consente, há certa cumplicidade vergonhosa.
meu deus, dei mesmo com isto a tempo. estava eu aqui toda atrapalhada a responder ao extenso questionario que me mandaram e interessada…bem acho que vou parar de responder..trabalhar para aquecer nao posso nem dava, ou isso ou vivia do ar
dei por mim a ler isto e já nem sei se vou, amanhã a uma entrevista deles no palácio das artes às 18h… estou destroçada. Este país vai de mal a pior…
Vais ser carne pra canhão se fores.
Este artigo e a maioria dos comentários são antigos. Ainda assim, gostaríamos de falar para todos os ex-estagiários desta empresa. Somos uma recente plataforma de denúncia de empregadores sem vergonha – http://ganhemvergonha.tumblr.com/. Este é precisamente o tipo de empresa que nos move. Estamos a preparar um post sobre a Menina Design, por isso qualquer informação adicional sobre estes estágios será bem vinda (e especialmente provas!). Percam o medo, por favor. Com medo nunca sairemos do desemprego e da precariedade.
Contactem-nos em ganhemvergonha@gmail.com ou através do nosso perfil no Facebook.
Boa sorte a todos.
Abraços.
[...] indica uma verdadeira design sweatshop, uma armadilha para estagiários que recruta através de anúncios parodiando os de uma greve geral. E depois lembrem-se que o que está a ser produzido nestas condições é design de luxo, [...]
Esquecer o Amandio e aprender com a experiência… e que tal reunir esta bolsa de talentos e fazer uma verdadeira associação de designers? (não o sou mas agencio alguns conceituados designers nacionais) Temos em Portugal quem produza muito bem, temos excelentes designers, vamos andar numa única direcção e oferecer o ‘nosso’ trabalho a marcas emergentes e a mercados emergentes…
Em Portugal as várias associações de design, não falam de SPEC WORK, mas deviam. Porque o futuro da profissão está em risco.
Consultem informação em AIGA.org e vejam o vídeo…
SPEC WORK NO…
Apenas para esclarecer que os estágios não remunerados são ilegais, excepto se fizerem parte de um plano de formação. Tem de haver um acordo entre uma escola/faculdade, em que o estágio seja parte do plano curricular, e a empresa. Não sei se há limite de tempo, mas sei que este acordo tem de existir. Se tiverem dúvidas, consultem a lei. E não vão na conversa do Amândio que “é melhor estar aqui do que estar na caixa do supermercado”. Apesar de ele tanto gostar de encher a cabeça dos estagiários com tretas dessas, a verdade é que no supermercado sempre ganham qualquer coisa, trabalham menos horas e é menos stressante.
Isto daria para rir se não me desse para chorar! Infelizmente o ambiente na MDG, aqui descrito, não é muito diferente da minha experiência nas poucas empresas portuguesas em que trabalhei. Foram só duas, parece que tive pontaria!
Nunca trabalhei para a MDG, mas já me cruzei com eles em feiras e já tinha ouvido algumas histórias de marcas que expuseram com a Portugal Brands…
Alguém me sabe esclarecer até que ponto o AICEP apoia ou financia a presença da Portugal Brands em feiras internacionais?
Até onde eu sei a PB revende stands a preços exorbitantes convencendo as marcas de que não estão preparadas para se lançar sozinhas no mercado internacional e de que o serviço que eles oferecem é de valor acrescentado. Esse serviço inclui o transporte das peças, publicidade/relações públicas?? e o espaço no stand.
Basicamente tentaram vender-me um espaço mínimo pelo dobro do preço que me custaria um stand de medida standard contratado directamente, e isto, mesmo sem transporte…
E pelos vistos a Portugal Brands esqueceu-se de avisar as centenas de JOVENS designers que expõem o seu trabalho todos os anos nas feiras de Milão, Paris e Nova Iorque, de que não estão preparados para lidar com o mercado internacional…
Trabalho no estrangeiro e enquanto que em Portugal o meu trabalho não valia nada e me diziam que não estava preparada para ganhar um salário, aqui sou valorizada e trabalho por conta própria com marcas de referência que me abordam directamente. Entristece-me ver muitos colegas Portugueses desempregados ou explorados, sem oportunidade de serem reconhecidos pelo seu trabalho. Há muito talento em PT, mas está está esmagado debaixo da pata de empresários que exploram esse talento ao mesmo tempo que lhes destroem a auto-estima…
Na mouche!
Já participei com a PB em diversas feiras e a sensação que fica é a de termos pago os espaços para as marcas do Sr Amandio estarem a custo ZERO nesses eventos!
Todas as marcas do Sr Amandio ficam com lugares de destaque, os restantes ficam com as sobras, ZERO contactos recebidos.
Considero que o Sr Amandio de forma inteligente retira o proveito da desorganização e desespero dos jovens Designers e se aceitam as condições propostas ilegais ou não, só a si se podem responsabilizar.
Há bons talentos em Portugal, e é com orgulho que agencio alguns, embora a internacionalização seja realmente o caminho, grande parte da industria em Portugal padece da chico espertice do Sr Amandio, não reconhecendo nem valorizando o potencial dos seus talentos.
Desconfio que a profileração de marcas da MDG também serve o propósito de passar a imagem de que há muitas marcas a expôr com a PB e de que eles representam um “movimento” de expansão do design Português.
Criando mais marcas podem também atrair mais apoios…
Eu fiz a minha pesquisa e calculei os custos, percebi rapidamente que me estavam a meter a mão ao bolso!
Quanto ao anúncio acima, confundir um workshop com um mini-estágio é no mínimo pouco sério… Num workshop todos os trabalhos criados pertencem ao participante, num estágio geralmente os direitos pertencem à empresa a não ser que acordado por escrito de outra forma. Estes eventos, assim como quaisquer “concursos” do mesmo género, só servem para explorar os talentos dos designers a custo zero.
Não me perturbam estágios não-remunerados, se encarados de forma séria pelas empresas. O estágio é um espaço de aprendizagem, não de exploração, e deve ter um tempo determinado que tem de ser respeitado pela empresa. Um estagiário a lutar para um potencial lugar na empresa no final do mesmo parece-me razoável. Mas 20 ou 30 ao mesmo tempo e ainda por cima sem condições, é escravatura…
Quando comecei a trabalhar lembro-me de pessoas que acumulavam estágios em diferentes empresas durante 3 anos. As empresas davam a desculpa que eles não estavam preparados para entrar para os quadros… Acho que é principalmente um problema de mentalidade.
Queria acrecentar: Criando mais marcas podem também atrair mais apoios e estagiários, sem levantar muitas suspeitas no IEFP.